Deuba toma posse como novo primeiro-ministro do Nepal

Katmandu, 7 jun (EFE).- O líder do Partido do Congresso do Nepal (NC, sigla em inglês), Sher Bahadur Deuba, foi investido nesta quarta-feira como o 40º primeiro-ministro do Nepal, um dia após receber o apoio do parlamento para suceder o comunista Pushpa Kamal Dahal, que renunciou no fim do mês passado.

Deuba, que já ocupou o cargo em três ocasiões entre 1996 e 2005, durante a Monarquia agora abolida, jurou o seu cargo em uma cerimônia no Palácio Presidencial, onde foi investido pela presidenta Bidya Devi Bhandari.

Além disso, tomaram posse no ato três vice-primeiros-ministros, que também terão suas respectivas pastas, um do NC, outro do Partido Comunista UCPN-M de Dahal e o último do partido minoritário Fórum Loktantrik do Nepal (NLF).

O NC e o UCPN-M são as principais forças da coalizão de governo, cujo "acordo de cavalheiros" levou à renúncia de Dahal após a realização das primeiras eleições locais em 20 anos. O NLF, por sua vez, apesar de ser um partido pequeno, evitou no mês passado uma crise política no país ao não retirar seu apoio ao governo.

Além das pastas designadas aos novos vice-primeiros-ministros, também foram distribuídos hoje outros quatro ministérios, em partes iguais, entre o NC e o UCPN-M.

Deuba foi escolhido ontem como o 40º premiê do país do Himalaia e o quarto desde o terremoto de 2015, ao obter 388 votos, de um total de 588, em uma votação na qual era o único candidato.

A renúncia do antecessor de Deuba ocorreu devido a um acordo alcançado após a saída do premiê Sharma Oli, líder do Partido Comunista Unificado (CPN-UML, marxista-leninista) em agosto do ano passado, que, naquele momento, governava em coalizão com os maoístas.

Caso não aconteça nenhum imprevisto, Deuba deve liderar o governo do país até as próximos eleições gerais, em 21 de janeiro de 2018.

O Nepal vive um período de enorme instabilidade política e protestos, após a aprovação da Constituição em 2015 contra a vontade das minorias da rica região de Terai, que mantêm uma queda de braço constante para realizar emendas na Carta Magna com o objetivo de conseguir mais prerrogativas que as reconhecidas no texto atual.

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