Dois trabalhadores da Cruz Vermelha são sequestrados na RDC

Kinshasa, 7 jun (EFE).- Dois trabalhadores do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) foram sequestrados nesta quarta-feira no nordeste da República Democrática do Congo (RDC), informaram à Agência Efe fontes da organização.

O incidente ocorreu perto da cidade de Lubero, na conflituosa província do Kivu Norte, onde já foram desdobradas tropas do Exército congolês para tratar de localizar os dois sequestrados, cujas identidades não foram reveladas por enquanto.

"O contato foi perdido. Esperamos encontrá-los vivos", disse à Agência Efe um porta-voz da CICR em Kinshasa, Patrick Megevand.

Fontes do Governo local afirmaram que as autoridades trabalham para libertá-los, e apontaram o grupo rebelde Mai-Mai Mazembe como possível responsável do sequestro.

Os rebeldes Mai-Mai lutam para desalojar os rebeldes houthis das Forças Democráticas para a Liberdade de Ruanda (FDLR), que desde há anos controlam a zona.

As FDLR, integradas por membros do antigo Exército ruandês e da milícia hutu ruandesa "Interahamwe" (responsáveis do genocídio de 1994) foragidos à vizinha RDC, semeiam o terror entre a população civil com constantes assassinatos em uma região rica em minerais e diferentes recursos naturais.

O nordeste da RDC está há anos afundado em um longo conflito entre numerosos grupos rebeldes, que semeiam o terror diariamente entre a população local, apesar da presença do Exército congolês e das forças da Missão das Nações Unidas (MONUSCO).

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