Irmandade Muçulmana rejeita acusações da Arábia Saudita na crise catariana

Cairo, 7 jun (EFE). - A Irmandade Muçulmana reprovou as acusações feitas pela Arábia Saudita, que a qualificou de "grupo terrorista" em meio à crise com o Catar, país que foi isolado diplomaticamente pelo apoio dado a este e outros movimentos considerados radicais.

Em comunicado publicado no site da facção com base no Egito, o grupo pediu à Arábia Saudita para não escutar os "injustos" dos Emirados Árabes e para que se coloque ao lado dos "oprimidos". A Irmandade voltou a denunciar o apoio econômico e político que o Executivo em Riad oferece ao presidente egípcio, Abdelfatah al Sisi, além de ajudá-lo a "atacar um movimento islamita moderado" ao qualificá-lo de terrorista.

Arábia Saudita, Emirados Árabes, Bahrein e Egito cortaram as relações diplomáticas com o Catar na segunda-feira passada por conta do apoio dado a "grupos terroristas", entre eles a Irmandade Muçulmana.

O movimento esteve no poder no Egito entre 2012 e 2013, mas foi derrubado em um golpe de Estado liderado por al Sisi, que teve o apoio das monarquias do Golfo Pérsico, exceto o Catar, que se posicionou a favor da Irmandade e deu cobertura a alguns de seus dirigentes e integrantes.

No comunicado de hoje, o grupo destacou as "boas relações históricas" com os países do Golfo e lembrou que ofereceu através dos seus membros e seguidores "serviços científicos, culturais, econômicos e sociais". Segundo o grupo, o não reconhecimento desses atos é uma demonstração de ingratidão.

O Catar é acusado pelos seus vizinhos de apoiar grupos islamitas, incluído o Estado Islâmico e a Al Qaeda, e de dar voz a eles através do seu canal de TV, a "Al Jazira".

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos