Moscou nega envolvimento de hackers russos no conflito no Golfo

Moscou, 7 jun (EFE).- A Rússia rejeitou nesta quarta-feira as acusações sobre o suposto envolvimento de hackers russos na crise diplomática no golfo Pérsico, como denunciaram funcionários americanos citados pela "CNN".

"Estamos cansados de reagir a banalidades gratuitas. Tais acusações, de fato, desqualificam a si mesmas", disse Andrei Krustskij, representante russo para cooperação no âmbito da segurança informática, à agência Interfax.

O representante acrescentou que, da mesma forma que em outras ocasiões, "não foram apresentadas provas" e "as conclusões foram tiradas inclusive antes do início de uma investigação do incidente".

"Aconteça o que acontecer, atribuem aos hackers. É um velho truque", apontou.

Por sua vez, na embaixada russa no Catar fontes apontaram que Doha não fez nenhuma solicitação oficial às autoridades russas pelo suposto vínculo dos hackers russos com o escândalo entre o país do Golfo Pérsico com outros estados da região.

"As autoridades catarianos não apresentaram solicitações oficiais a respeito perante a embaixada da Rússia", disseram na missão diplomática à agência "RIA Novosti".

Previamente, a "CNN", citando fontes oficiais, revelou que Washington vincula os hackers russos com a invasão de uma agência de imprensa catariana e a publicação de declarações falsas que podem ter reavivado as tensões no Golfo.

Nesta declaração, o emir do Catar, o xeque Tamim bin Hamad Al Thani, fez comentários a respeito de vários temas sensíveis, entre eles as relações com o Irã, que qualificava como um aliado estratégico e realizava comentários negativos sobre as relações entre o Governo catariano e a Administração de Donald Trump e Catar.

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