Terrorista de Notre Dame atuou sozinho e não tinha levantado suspeitas

Paris, 7 jun (EFE). - O argelino que atacou um policial na entrada da Catedral de Notre Dame ontem é um estudante da Universidade de Lorraine, na cidade de Metz, que não tinha demonstrado sinais de radicalização e que, conforme as primeiras investigações, agiu sozinho, indicou o porta-voz do governo francês nesta quarta-feira.

Em entrevista à rádio "RTL", Christophe Castaner indicou que o homem, identificado como Farid I., não tinha dado mostras de "radicalização" antes de cometer o ataque em Notre Dame, mas seu ato tem caráter terrorista.

"Todas as investigações confirmam a tese de um ato isolado", apontou Castaner, que destacou que nestes casos é mais difícil antecipar uma atuação com essas características.

O local onde ele morava, uma residência de estudantes em Cergy Pontoise, nos arredores de Paris, foi inspecionado ontem pelos investigadores.

Farid I. nasceu na Argélia em 1977 e estudava na França desde 2014, de acordo com o presidente da Universidade de Lorraine, Pierre Mutzenhardt. Em declarações à rádio "France Bleu Lorraine Nord", ele disse que "não tinha detectado" nada suspeito.

O argelino estava fazendo uma tese sobre "a forma como os meios de comunicação trabalham no norte da África". Segundo Mutzenhardt, o homem já tinha trabalhado como jornalista.

Farid I. está hospitalizado, depois de ter sido baleado pelo policial que socorreu o agente que foi agredido na cabeça.

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