Trump não pediu a Comey para deixar de investigar suspeitos, diz advogado

Washington, 8 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "jamais sugeriu" ao ex-diretor do FBI James Comey para deixar de investigar alguém no caso sobre a suposta ingerência da Rússia nas eleições de 2016 e as possíveis ligações do Kremlin com sua campanha eleitoral, afirmou nesta quinta-feira seu advogado, Marc Kasowitz.

Em comunicado lido para jornalistas, o defensor negou que Trump tivesse pedido, como Comey testemunhou no Senado sobre as suas conversas com o presidente, para que ele "deixasse passar" a investigação sobre seu ex-assessor de Segurança Nacional Michael Flynn, que fez contatos com representantes do Kremlin e renunciou em fevereiro.

No comunicado, divulgado antes do pronunciamento, Kasowitz negou também que Trump pediu lealdade a Comey "nem em forma nem em substância".

Kazowitz, que acaba de ser contratado pelo presidente para sua equipe de advocacia, afirmou que "o Escritório do Presidente tem o direito de esperar lealdade daqueles que servem à Administração".

O advogado afirmou que seria apropriado determinar se Comey deve ser investigado por ter vazado o conteúdo de algumas de suas conversas com Trump, classificando a atitude como "unilateral e desautorizada".

Kazowitz disse que o depoimento de hoje de Comey prova que o presidente não é parte da investigação sobre uma possível influência da Rússia em sua campanha e que "nem um só voto mudou" como resultado da suposta intromissão russa.

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