Medina nomeia novo ministro para substituir acusado no caso Odebrecht

Santo Domingo, 9 jun (EFE).- O presidente da República Dominicana, Danilo Medina, designou nesta sexta-feira um novo ministro de Indústria e Comércio em substituição a Temístocles Montás, que colocou o cargo à disposição desde sua detenção em 29 de maio pelo suposto envolvimento no caso Odebrecht.

Mediante um decreto, o chefe de Estado nomeou como titular do Ministério Nelson Toca Simó, que foi subsecretário de Economia, Planejamento e Desenvolvimento no segundo governo de Leonel Fernández (2008-2012), segundo informou na sua conta do Twitter o porta-voz e diretor de Comunicação da Presidência.

Montás foi detido em 29 de maio junto a outros 10 políticos e empresários pelo suposto envolvimento no caso de subornos que a construtora brasileira admitiu ter pago no país para a ter a concessão contratos de obras públicas.

Até agora, Medina não fez nenhuma declaração sobre este caso.

Na quarta-feira, o juiz da Suprema Corte de Justiça Francisco Ortega ditou seis meses de prisão preventiva contra o agora ex-ministro do governista Partido da Liberdade Dominicana (PLD) e para o presidente do Partido Revolucionário Moderno (PRM, principal da oposição) e ex-titular do Senado, Andrés Bautista.

Além disso, ditou um ano para o empresário Angel Rondón, apontado como a pessoa que distribuíu os subornos.

O juiz Ortega, designado para cuidar do caso dos 14 envolvidos do suborno de US$ 92 milhões pagos pela Odebrecht entre 2001 e 2014 para a concessão de contratos de obras do Estado, ditou também entre 3 e 9 meses de prisão preventiva para cinco envolvidos, enquanto para outros dois ex-funcionários impôs a pena de prisão domiciliar.

Entre os 14 envolvidos neste caso, estão dois senadores do PLD e um deputado do PRM, cujas respectivas câmaras já iniciaram o trâmite para decidir sobre a retirada da imunidade parlamentar, e para os quais o magistrado ditou uma medida de coerção que consiste no impedimento de saída e uma fiança de 5 milhões de pesos (US$ 105,2 mil).

O último dos envolvidos é o engenheiro Bernardo Castellanos, que está fora do país e informou que retornará para enfrentar as acusações.

Os envolvidos ainda não foram levados à prisão, já que o Ministério Público ainda não recebeu a notificação da sentença.

As detenções no país ocorreram pouco depois que a República Dominicana recebeu do Brasil os dados sobre os subornos pagos pela Odebrecht no país, graças a um acordo entre o Ministério Público e a multinacional, que deverá pagar US$ 184 milhões, o dobro do que foi entregue em subornos para a concessão com contratos de obras públicas entre 2001 e 2014.

Com este acordo, a Odebrecht se comprometeu a revelar os nomes dos beneficiados, em troca de que os seus funcionários não sejam julgados neste país caribenho.

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