Réu é executado em Alabama por assassinar 3 funcionários de restaurante

Washington, 9 jun (EFE).- O estado do Alabama, no sul dos Estados Unidos, executou na quinta-feira o preso Robert Bryant Melson, condenado a morte por assassinar três funcionários de um restaurante fast-food durante um assalto em 1994.

Melson, de 46 anos, foi declarado morto às 22h27 (hora local) após receber uma injeção letal na prisão Holman de Atmore, segundo divulgou o Departamento de Correções do Alabama.

De acordo com a imprensa local, quando os funcionários do presídio perguntaram quais seriam suas últimas palavras, Melson sacudiu a sua cabeça fazendo sinal de negativo, mostrando que não queria falar.

Em um comunicado, o procurador-geral do Alabama, o republicano Steve Marshall, comemorou pois "longas décadas para se fazer justiça por parte de Robert Melson que terminaram ".

"Durante 23 anos, as famílias dos três jovens cujas vidas foram tiradas, bem como a pessoa que sobreviveu, estiveram esperando a chegada de um fechamento e uma cura. Esse processo pode finalmente começar esta noite", disse Marshall.

A execução de Melson estava prevista para às 18h (hora local), mas foi atrasada porque o Supremo Tribunal decidiu suspender-la temporalmente.

No entanto, poucas horas depois, os juízes decidiram conceder ao Alabama o direito de executar o preso, apesar dos pedidos de clemência dos advogados de Melson.

A defesa do réu estava tentando parar a execução, pois uma das drogas utilizadas para a injeção letal, o sedativo midazolam, está vinculado com as mortes agonizantes de prisioneiros em Alabama, Arizona e Oklahoma, se contorcendo em suas macas depois de receber a injeção.

Os advogados de Melson asseguram que o midazolam é incapaz de deixar inconsciente os presos e, portanto, faz com que morram com dor, violando a Oitava Emenda da Constituição dos EUA, que proíbe a punição cruel e desumana.

Robert Bryant Melson foi condenado à morte por um triplo assassinato ocorrido na noite de 16 de abril de 1994, em um restaurante de Gadsden, uma cidade de 36 mil habitantes, no Alabama.

No estabelecimento, que já estava fechado ao público, estavam finalizando o trabalho quatro funcionários: Bryant Archer, de 17 anos, James Baker (17), Tamika Collins (18), e Darryl Collier (23).

Melson e um cúmplice que tinha trabalhado no restaurante, Cuhuatemoc Peraita, aproveitaram que a porta traseira do restaurante estava aberta para a retirada do lixo e invadiram o local com máscaras para não serem reconhecidos.

Os assaltantes roubaram o dinheiro e obrigaram os quatro empregados a ficarem trancados no congelador, onde Melson começou a matar-los.

Baker, Collins e Collier morreram com tiros na cabeça, enquanto que Archer sobreviveu e conseguiu chamar a polícia, identificando Peraita como um dos assaltantes. Os agentes prenderam a dupla uma hora depois.

Enquanto Melson recebeu a pena de morte, Peraita, que era menor de idade na época do crime, foi condenado à prisão perpétua. No entanto, ele agora também está no corredor da morte pelo assassinato de um outro detento, em 1999.

Melson é o 13º preso executado este ano nos Estados Unidos e o número 1.455 desde que o Supremo Tribunal reinstaurou, há quatro décadas, a pena de morte.

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