Rússia diz que zonas de desescalada quase acabaram com guerra civil na Síria

Moscou, 9 jun (EFE).- A criação de zonas de "desescalada" na Síria melhorou substancialmente a situação sobre o terreno e praticamente "pôs fim à guerra civil" nesse país, disse nesta sexta-feira o chefe de operações do Estado Maior russo, general Sergei Rudskoi.

"A situação mudou radicalmente para melhor após a assinatura do memorando em Astana para a criação de zonas de desescalada no território da Síria", afirmou Rudskoi em entrevista coletiva.

O responsável militar acrescentou que "praticamente acabou a guerra civil" e "a população civil começou a retornar às cidades e aos povoados libertados".

Ao mesmo tempo, Rudskoi disparou contra a coalizão liderada pelos Estados Unidos na Síria por atacar as forças sírias e impedir desta forma que elas enfrentem o grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

"Por enquanto só vemos que as ações da coalizão impedem as tropas governamentais de combater o EI e acreditamos que os nossos parceiros evitarão novos incidentes no futuro e se dedicarão à luta contra os terroristas", disse o alto cargo militar.

Por sua vez, o comandante do contingente russo na Síria, Sergey Surovikin, acusou os EUA de "conspirar" contra as tropas sírias.

Segundo o alto cargo militar, "ao invés de aniquilar os terroristas, culpados da morte de centenas e milhares de civis, a coalizão e 'A União de Forças Democráticas' sob o seu controle acordam com chefes do EI sua saída sem resistência de algumas localidades e a posterior transferência às províncias com presença ativa de militares sírios".

Ao comentar as conquistas da Força Aérea russa, Surovikin indicou que os aviões russos realizaram mais de mil missões de combate em um mês, durante o qual foram destruídos 3,2 mil alvos terroristas.

Enquanto isso, o Exército sírio, apoiado pela aviação russa, conseguiu libertar 83 localidades no nordeste da província de Aleppo e matar mais de 3 mil combatentes do EI, entre eles vários líderes dos terroristas, acrescentou.

O chefe do contingente da Rússia no país árabe afirmou que a operação contra o Estado Islâmico e a Frente al Nusra continuará até a erradicação destes grupos terroristas.

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