Tim Farron acredita que negociações do brexit "deveriam ser "suspensas"

Londres, 9 jun (EFE).- O líder do Partido Liberal Democrata, Tim Farron, considerou nesta sexta-feira que as negociações do "brexit" "devem ser suspensas" até que o Governo seja reformulado e opinou que a primeira-ministra, Theresa May, "deveria renunciar" por causa dos resultados das eleições.

Farron falou com a imprensa depois que sua legenda ganhou mais quatro cadeiras na Câmara dos Comuns após a recontagem dos votos, chegando a 12 deputados, após as eleições gerais antecipados de quinta-feira.

O político se referiu à posição do país em relação ao "brexit" - a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) -, e considerou que as negociações com Bruxelas deveriam "ser suspensas" até que o Executivo revise suas prioridades.

"Como já fez David Cameron antes dela, nossa primeira-ministra conservadora jogou os dados com o futuro do nosso país por pura arrogância e vaidade", lamentou Farron, ao indicar que os britânicos rechaçaram, nestas eleições, "a versão extrema do 'brexit' pela defendida por May".

Farron considerou, neste sentido, que é "simplesmente inconcebível que a primeira-ministra possa começar as negociações em apenas duas semanas", pois "deveria planejar primeiro o seu futuro e, depois, por sua vez, considerar o futuro do país".

Nas palavras do líder dos liberais-democratas, May "acreditava que estas eleições iam ser uma coroação, como antes foi feito também por David Cameron (com o referendo europeu), e pôs em risco o país".

"Agora todos temos um país menos estável em um momento em que estamos a ponto de iniciar as negociações mais difíceis e complexas da nossa história", destacou Farron, descartando qualquer pacto com os conservadores de May.

O dirigente liberal-democrata se referiu além disso ao ex-líder do partido, Nick Clegg, ex vice-primeiro ministro, que perdeu sua cadeira no Parlamento britânico pela circunscrição de Sheffield Hallam (norte da Inglaterra).

Farron assegurou que o partido "dará as mãos" a Clegg, que liderou a legenda entre 2007 e 2015, e foi o "número dois" do Governo de coalizão formado junto com o premiê conservador David Cameron em 2010, durante cinco anos.

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