Trump: Comey não apontou "conluio" com Rússia, nem "obstrução" à Justiça

Washington, 9 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que o depoimento dado ontem pelo ex-diretor do FBI James Comey ao Senado não apontou um "colusão" da sua campanha com a Rússia ou "obstrução" à Justiça de seu parte.

"(Comey) confirmou muito do que eu disse, e algumas outras coisas não eram verdade", afirmou Trump sobre o depoimento de Comey ao Comitê de Inteligência do Senado em que ele o acusou de "mentir" sobre as razões para demití-lo em 9 de maio.

O presidente dos EUA disse que sua postura saiu reforçada após o pronunciamento de Comey.

Trump alegou que Comey disse coisas que "não foram verdadeiras" e negou, como contado pelo ex-diretor do FBI, que tivesse lhe exigido "lealdade" ou pedido para abandonar a investigação sobre seu ex-assessor nacional de inteligência Michael Flynn.

"Quase não conhecia o homem", afirmou Trump sobre Comey, acrescentando que a investigação sobre a possível ingerência russa para afetar o resultado das eleições de novembro nos EUA é "uma desculpa" da oposição democrata para justificar sua derrota.

"Temos que voltar a dirigir o país ", concluiu Trump, que considerou que é necessário focar em "problemas muito grandes" na Coreia do Norte, no Oriente Médio e na economia.

Em seu depoimento, Comey alegou que Trump, lhe pressionou para que "dissipasse a nuvem" representada pela investigação sobre Flynn, que renunciou em fevereiro por suas ligações com a Rússia, e acusou o presidente de dizer mentiras para justificar sua demissão fulminante.

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