Dois militares americanos morrem em ataque perpetrado por soldado afegão

Cabul, 10 jun (EFE).- Pelo menos dois militares dos Estados Unidos morreram neste sábado e outros dois ficaram feridos em uma ação insurgente perpetrada por um soldado afegão na província de Nangarhar, no leste do Afeganistão, informaram fontes oficiais.

"Um soldado (afegão) abriu fogo contra soldados americanos na zona de Pekha, no distrito de Achin. Segundo nossas informações sobre o terreno, como resultado do ataque dois soldados americanos morreram e dois ficaram feridos", disse à Agência Efe Attaullah Khogyanai, porta-voz do governador de Nangarhar.

O atirador foi abatido por disparos de militares dos EUA, acrescentou.

O incidente aconteceu hoje à tarde no distrito de Achin, em Nangarhar, considerado um dos bastiões do Estado Islâmico (EI) no Afeganistão e onde os EUA lançaram em abril o projétil GBU-43, conhecido como "a mãe de todas as bombas", que causou cerca de cem baixas ao grupo jihadista.

Um porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahid, reivindicou o ataque contra o contingente americano em sua conta no Twitter.

"Hoje pela tarde, às 13h no distrito de Achin, um infiltrado mujahidin atacou soldados americanos, matando quatro", indicou na mensagem, em que também confirmou a morte do agressor.

Um membro do serviço de comunicação das forças da Otan e dos EUA no Afeganistão, Damien E. Horvath, indicou à Efe que estão cientes de "um incidente no leste do Afeganistão", embora não tenha oferecido mais detalhes.

O último ataque perpetrado contra forças de segurança com ajuda interna no Afeganistão aconteceu em março, quando nove policiais morreram em um posto de controle da província de Kunduz (norte), após um infiltrado facilitar a entrada de insurgentes nas instalações.

De acordo com dados dos EUA, entre janeiro e novembro de 2016 foram registrados 56 ataques de membros das forças de segurança contra os seus companheiros, com um saldo de 151 mortos e 79 feridos.

A violência no Afeganistão se intensificou durante os últimos dois anos, após o final da missão de combate da Otan, que continua no país em missão de assistência e capacitação das tropas afegãs com 13 mil soldados, dos quais os EUA pretendem manter 8,4 mil militares este ano.

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