Parlamento de Trinidade e Tobago deixa de permitir casamentos infantis

Port of Spain (Trinidad e Tobago), 10 jun (EFE).- O primeiro-ministro de Trinidad e Tobago, Keith Rowley, sancionou neste sábado a decisão adotada pelo parlamento local de proibir o casamento infantil.

A medida foi aprovada no final desta sexta-feira e aumenta para 18 anos a idade mínima para poder se casar no país.

Atualmente estava em vigor a Lei de Casamento de 1923, segundo a qual a idade mínima no caso das meninas era de 12 anos e no dos meninos, 14, mas deviam contar com o consentimento dos pais.

Religiosos muçulmanos e hindus do país, entre outros, são alguns dos que fizeram mais uso de tal prática e, inclusive, celebraram casamentos com noivos mais jovens, de dez e 11 anos.

Inclusive já houve casamentos em Trinidad e Tobago entre meninas menores de dez ou 11 anos de idade com homens de até 56 anos, segundo as denúncias feitas durante a discussão do projeto.

Rowley assegurou neste sábado à imprensa local que estas "foram histórias horrorosas, agora intervimos e falamos por quem não pode falar por si".

Durante o debate do projeto, os legisladores também pediram ao governo que considere aprovar a permissão de casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

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