Protestos contra "sharia" e islamofobia se encontram em cidades dos EUA

Nova York, 10 jun (EFE).- Centenas de pessoas que protestavam neste sábado em várias cidades dos Estados Unidos contra a aplicação da "sharia" (ou lei islâmica) se encontraram com outros grupos de manifestantes que defendiam "direitos para todos" contra islamofobia.

Em Nova York, a "Marcha contra a sharia" de maior destaque entre as convocadas pela organização ACT for America para várias cidades reuniu pela manhã mais de 30 pessoas ao sul de Manhattan, segundo a imprensa local.

Os protestos, que também aconteceram em outras cidades do país como Seattle e Minneapolis, pretendiam mostrar oposição à violência doméstica, à mutilação genital das mulheres e aos assassinatos por honra, segundo expõe em sua página a ACT, que é considerada um "grupo de ódio" antimuçulmano pelo Southern Poverty Law Center.

Os manifestantes anti-sharia, a quem a organização pediu que comparecessem com bandeiras americanas, argumentaram que as doutrinas islâmicas representam uma "ameaça contra as democracias ocidentais", informou o canal "ABC 7".

Próximo a eles, uma contramanifestação com dezenas de pessoas, a maioria jovens, defendia, protegidos atrás de grades, "direitos para todos" e o fim dos ataques racistas e da intolerância.

De acordo com a informação do canal, ambos os grupos trocaram ofensas, com os contrários à sharia gritando "lixo comunista" aos opositores à islamofobia, que por sua vez chamavam "nazistas" os outros manifestantes. Em um dado momento dado, a polícia interveio para separar os dois grupos.

O organizador da marcha da ACT for America em Nova York, Pax Hart, atacou em um discurso os meios de comunicação e cidadãos de esquerda por criticarem a "cultura inexistente do estupro", mas não "o Islã". "Não nos renderemos perante o excepcionalismo islâmico", disse, segundo o "The Washington Post".

Após ele, o diretor da revista de extrema direita "Proud Boy", Pawl Bazile, assegurou "entender o que é o Islã, ao qual dizemos não", de acordo com o jornal, que destacou a presença de um grupo de jovens autodenominados como "direita alternativa".

Durante os discursos, um homem que assistia ao evento sofreu uma parada cardíaca e foi levado a um hospital, informou o corpo de bombeiros.

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