Bahrein ordena congelamento de bens de pessoas e instituições "terroristas"

Manama, 11 jun (EFE).- O Banco Central do Bahrein ordenou neste domingo o congelamento dos bens de todas pessoas e instituições consideradas terroristas por algum dos quatro países que no último dia 5 de junho tomaram várias medidas para isolar o Catar, após acusá-lo de apoiar e financiar o terrorismo.

Em uma carta dirigida a todas as "instituições financeiras autorizadas no Reino do Bahrein", o Banco Central pediu o congelamento de todos os bens financeiros, bem como de qualquer transação feita pelos "indivíduos e entidades que foram incluídos nas listas de terroristas" por Bahrein, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos (EAU) e Egito.

Além disso, pediu às instituições financeiras que entreguem o mais rápido possível ao Banco Central qualquer informação financeira que disponham sobre estas pessoas e entidades.

Na última sexta-feira, os quatro países que iniciaram a crise diplomática apresentaram uma lista de pessoas e entidades supostamente terroristas e vinculadas ao Catar.

Na lista figuram 59 indivíduos, a maioria catarianos e egípcios, como os conhecidos clérigos Yusef al Qaradawi e Wagdi Guneim, ambos de nacionalidade egípcia.

Muitos deles são expoentes da Irmandade Muçulmana e de grupos salafistas, além do ex-combatente islâmico líbio Abdelhakim Belhash e outros cidadãos desse país, bem como alguns sauditas, kuaitianos, bareinitas, jordanianos e um iemenita.

Além disso, aparecem os nomes de 12 organizações consideradas "terroristas", que incluem fundações de caridade catarianas diretamente ligadas à família real, cinco grupos bareinitas xiitas acusados de realizar atos violentos nesse país e uma milícia líbia que luta em Bengazi contra as forças do general Khalifa Hafter, apoiado militarmente por Egito e EAU.

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