Itália realiza eleições para renovar 1.004 câmaras municipais

Roma, 11 jun (EFE).- Cerca de 9 milhões de italianos estão aptos a votar neste domingo no primeiro turno das eleições para a renovação de 1.004 câmaras municipais, entre elas quatro capitais de região: Palermo, Génova, L'Aquila e Catanzaro.

As seções eleitorais abriram às 7h locais (2h de Brasília) e estarão disponíveis para que os eleitores possam votar até as 23h (18h de Brasília). Em seguida, começará a apuração, mas os resultados oficiais só devem estar disponíveis amanhã.

Caso seja necessário um segundo turno, reservado para as cidades com mais de 15 mil habitantes onde nenhuma lista consiga 50% dos votos, este será realizado em 25 de junho

A votação renovará as câmaras de 21 capitais de província: Alessandria, Asti, Belluno, Como, Cuneo, Frosinone, Gorizia, La Spezia, Lecce, Lodi, Lucca, Monza, Oristano, Pádua, Parma, Piacenza, Pistoia, Rieti, Verona, Taranto e Trapani.

Também haverá renovação nas capitais da região da Sicília, Palermo; de Ligura, Génova; de Régio Calábria, Catanzaro, e de Abruzzos, L'Aquila.

Estas eleições não terão consequências em nível político, mas acontecem em um momento em que os partidos estão em total ebulição, preparando suas estratégias para as eleições gerais.

As últimas eleições administrativas foram realizadas em junho do ano passado e representaram um autêntico revés para o Partido Democrata (PD) do então primeiro-ministro Matteo Renzi e o predomínio do Movimento Cinco Estrelas (M5S), que conseguiu as prefeituras de Turim e Roma.

O principal interesse está em conhecer como funcionarão as alianças entre Forza Italia, Liga Norte e Irmãos da Itália em Génova, Pádua e Verona, já que, em nível nacional, ainda não chegaram a um acordo para uma candidatura conjunta nas eleições gerais previstas para fevereiro do ano que vem.

O M5S espera vencer em Génova, a cidade de seu fundador, o comediante Beppe Grillo, mas chega totalmente dividido com três candidatos: um oficial, Luca Pirondini, e outros dois apoiados por listas de cidadãos depois que foram expulsos do movimento.

Em Parma, a primeira grande cidade que o M5S conquistou há cinco anos, o atual prefeito Federico Pizzarotti, que também abandonou o movimento, enfrenta a nova aposta de Grillo, Daniele Ghirarduzzi, e os candidatos da centro-esquerda e da centro-direita.

O PD chega nestas eleições após a recente cisão dos opositores de Renzi e as previsões indicam que poderia perder algumas capitais de província que administra.

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