Arábia Saudita permite que catarianos realizem peregrinação à Meca

Riad, 12 jun (EFE).- O governo da Arábia Saudita não vai impedir o acesso dos catarianos que pretendem fazer a peregrinação à Meca, apesar de ter fechado as fronteiras com o país vizinho, informaram nesta segunda-feira fontes oficiais.

As autoridades não aplicarão nenhuma restrição aos peregrinos catarianos que visitarem as cidades santas da Meca e Medina, segundo a agência oficial saudita "SPA", que desmentiu os rumores sobre o acesso negado a vários cidadãos desse país à Grande Mesquita.

Desde que a Arábia Saudita fechou as suas fronteiras com o Catar há uma semana, 1.633 peregrinos catarianos visitaram Meca para a "umrah", a peregrinação não obrigatória à cidade mais santa para o Islã, que pode ser realizada em qualquer momento do ano.

A peregrinação que qualquer muçulmano deve fazer de forma obrigatória pelo menos uma vez na vida, o "hach", deve ser realizada durante o 12° mês do calendário islâmico.

No dia 5, a Arábia Saudita, da mesma forma que o Bahrein e os Emirados Árabes Unidos, cortaram relações diplomáticas com Doha e tomaram uma série de represálias, entre as quais deram um prazo de 14 dias aos cidadãos catarianos para que abandonassem os seus respectivos territórios.

No entanto, estes países anunciaram ontem que iam dar um tratamento "humanitário" aos catarianos casados com cidadãos destes três países.

Outros governos árabes e de países africanos de maioria muçulmana também têm se somado ao boicote diplomático contra o Catar, que é acusado de financiar grupos terroristas.

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