OIT pede que trabalho infantil acabe em zonas de conflito e catástrofe

Genebra, 12 jun (EFE). - O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, pediu nesta segunda-feira mais ações contra o trabalho infantil em zonas de conflitos e de catástrofes, que são especialmente vulneráveis, principalmente para as criança refugiadas e migrantes.

"Hoje, vale destacar as dificuldades que as crianças em situação de conflito ou catástrofes atravessam. Eles são especialmente suscetíveis ao trabalho infantil", disse Ryder em comunicado por ocasião do Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil nesta segunda-feira.

No mundo mais de 1,5 trilhão de pessoas vive em países atingidos por conflitos, violência ou situações de fragilidade, e ao mesmo tempo a cada ano cerca de 200 milhões de pessoas se veem afetadas por catástrofes naturais, sendo mais de 66 milhões crianças, conforme dados da OIT.

Uma "quantidade significativa" dos 168 milhões de meninos e meninas vítimas do trabalho infantil vive em áreas afetadas por conflitos e catástrofes. Entre os mais vulneráveis estão as crianças refugiadas e migrantes, especialmente, aqueles em trânsito que foram separados das famílias.

"Diante da maior crise de refugiados em décadas, é essencial compartilhar responsabilidades e solidariedade com objeto de proteger todas as crianças do mundo, proporcionar a elas uma educação, reavivar as esperanças e fazer com que consigam um futuro melhor", defendeu.

O mesmo ocorre com os que ficam para trás enquanto lutam por sobreviver, por exemplo, se dedicando à mineração, recolhendo resíduos de metais e minerais de zonas devastadas pela guerra, retirando escombros ou trabalhando nas ruas. Alguns acabam se tornando combatentes, viram espiãs ou ajudantes, acabam se tornando vítimas de exploração e abuso sexual.

"Não podemos dar as costas a esta dura realidade. Todos as crianças têm direito de gozar de proteção contra o trabalho infantil", enfatizou o diretor da OIT.

Por causa da Meta 8.7 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), os países signatários se comprometeram a eliminar todas as formas de trabalho infantil até 2025.

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