Juiz aceita que acusado em caso Odebrecht na R. Dominicana mude de prisão

Santo Domingo, 13 jun (EFE).- O empresário dominicano Ángel Rondón, apontado como a pessoa que distribuiu os subornos da Odebrecht no país, cumprirá a pena de prisão preventiva imposta por um juiz na prisão de Najayo, onde estão os demais envolvidos no caso, e não no centro de detenção La Victoria, informou nesta terça-feira a Procuradoria.

A família de Rondón solicitou na sexta-feira ao Ministério Público que ele não fosse enviado à La Victoria, na capital, já que teme pela sua integridade física.

Através de um comunicado, a Procuradoria Geral da República (PGR) disse hoje que o juiz Francisco Ortega acolheu a solicitação e determinou que o empresário cumpra o ano de prisão preventiva ditado em 7 de junho em Najayo, em San Cristóbal (sul), e não em La Victoria.

De acordo com a PGR, Ortega determinou a transferência do acusado "levando em conta a responsabilidade das autoridades de preservar a integridade física e a segurança do acusado, dada a relevância do caso".

Além disso, informou que o procurador-geral, Jean Alain Rodríguez, foi notificado da decisão na noite de segunda-feira, e Rondón inclusive já está preso em Najayo.

Rondón foi enviado à prisão junto a outros sete envolvidos neste caso, entre eles, o já ex-ministro de Indústria e Comércio Temístocles Montás e o presidente do Partido Revolucionário Moderno (PRM, principal de oposição) e ex-titular do Senado, Andrés Bautista, que foram presos ontem, e o deputado Ruddy González.

Também estão na prisão o ex-ministro de Obras Públicas Víctor Díaz Rúa, o advogado Conrado Pittaluga, o ex-vice-presidente executivo da Corporação Dominicana de Empresas Elétricas Estatais (Cdeee) César Sánchez e o ex-funcionário Máximo De Óleo.

Outros dois acusados, o ex-titular da Cdeee Radhamés Segura e o ex-senador e ex-diretor de Instituto Nacional de Águas Potáveis e Redes de esgoto (Inapa) Roberto Rodríguez, foram levados aos seus domicílios, onde cumprirão nove meses de prisão domiciliar.

Além disso, foi imposta uma fiança de 5 milhões de pesos (US$ 105,7 mil) para dois senadores do governista Partido da Liberdade Dominicana (PLD) e para um deputado do PRM, cujas respectivas câmaras estudam se perderão a imunidade parlamentar, e um último acusado está fora do país.

A construtora brasileira admitiu ter pago US$ 92 milhões em subornos no país entre 2001 e 2014, período que abrange os Governos de Hipólito Mejía (2000-2004), bem como os de Leonel Fernández (2004-2012) e do atual governante, Danilo Medina, ambos do PLD.

As detenções no país ocorreram pouco depois que a República Dominicana recebeu do Brasil os dados sobre os subornos pagos pela Odebrecht no país, graças a um acordo entre o Ministério Público e a multinacional, que deverá pagar US$ 184 milhões, o dobro do que entregou em subornos para ter a concessão de obras públicas entre 2001 e 2014.

Com este acordo, a Odebrecht se comprometeu a revelar os nomes dos beneficiados, em troca de que os seus funcionários não sejam julgados neste país caribenho.

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