Trump lamenta que veto migratório continue bloqueado em momento tão perigoso

Washington, 13 jun (EFE).- O presidente dos EUA, Donald Trump, fez uma crítica nesta terça-feira porque sua ordem migratória para proibir a entrada de todos os refugiados e cidadãos de seis países de maioria muçulmana ao país seguirá bloqueada em "um tempo tão perigoso".

O Tribunal de Apelações do Nono Circuito "fez de novo", comentou Trump na sua conta do Twitter sobre a decisão dessa corte, anunciada na segunda-feira, de manter o bloqueio que pesa sobre seu veto migratório, proclamado em março.

Essa corte "decidiu contra" o veto "em um momento tão perigoso na história do nosso país", disse Trump.

O governante acrescentou em seu tweet as siglas "S." em alusão à Suprema Corte, que ainda não decidiu se admitirá para trâmite o caso do veto migratório depois que outro tribunal, o de Apelações do Quarto Circuito, também decidiu contra ele em 25 de maio.

Na segunda-feira, o Tribunal de Apelações do Nono Circuito determinou que Trump "excedeu o alcance da sua autoridade" ao assinar em 6 de março a ordem executiva sobre imigração e, por isso, decidiu manter bloqueadas as partes mais importantes do decreto.

Na sua decisão, os magistrados desse tribunal aprovaram o bloqueio que tinha imposto previamente um juiz do Havaí ao considerar que o governante abusou do seu poder e não provou de maneira suficiente que a sua ordem executiva está destinada a frear o terrorismo jihadista e proteger os EUA.

A ordem de Trump pretende anular durante 120 dias o programa de acolhimento a refugiados e proibir durante 90 dias a entrada a território americano de cidadãos de seis países de maioria muçulmana (Irã, Somália, Sudão, Síria, Iêmen e Líbia).

Trump proclamou a primeira versão do veto migratório em 27 de janeiro, mas teve que assinar outra ordem executiva em março para substitui-lo e restringi-lo perante os contínuos revezes judiciais.

O segundo decreto, diferentemente do anterior, deixa fora os cidadãos do Iraque e modifica o parágrafo sobre os refugiados sírios ao proibir a entrada ao país durante 120 dias e não de maneira indefinida, como estabelecia o veto original.

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