Coronel colombiano é condenado a 22 anos por assassinato de Luis Carlos Galán

Bogotá, 16 jun (EFE).- O ex-chefe de proteção da central de inteligência colombiana, o coronel reformado Manuel Antonio González Henríquez, foi condenado nesta sexta-feira a 22 anos de prisão pelo assassinato do líder liberal e candidato presidencial Luis Carlos Galán em 1989.

A decisão do Juizado Primeiro Penal Especializado de Bogotá também absolveu o capitão Luis Felipe Montilla Barbosa do suposto crime de homicídio com fins terroristas, pelo qual ficou em liberdade provisória, informaram os meios de comunicação locais.

Quando ocorreram os fatos, Barbosa era o comandante da polícia de Soacha, cidade vizinha a Bogotá e onde ocorreu o assassinato de Galán.

Na época da morte do líder politico, Henríquez era o segundo homem mais importante do dissolvido Departamento Administrativo de Segurança (DAS), atrás do diretor da entidade, Miguel Maza Márquez, condenado em 2016 pela Corte Suprema de Justiça a 30 anos de prisão pelo assassinato do líder liberal.

Pela morte de Galán também foi condenado a 24 anos de prisão o ex-ministro da Justiça e ex-senador Alberto Santofimio Botero, a quem um juiz de execução de penas de Bogotá concedeu no último dia 15 de maio passado prisão domiciliar, depois de cumprir mais de 12 anos da pena.

A decisão aponta que Henríquez, de 75 anos, é culpado como coautor do crime de homicídio agravado com fins terroristas.

O coronel reformado também não poderá ocupar qualquer cargo público por dez anos.

Henríquez e Barbosa foram investigados por irregularidades no sistema de segurança do então candidato presidencial e na mudança de seus guarda-costas, decisões que teriam facilitado o homicídio.

O assassinato do politico, que era apontado como o mais provável sucessor do então presidente Virgilio Barco (1986-1990), foi atribuído a uma aliança do cartel de Medellín, liderado por Pablo Escobar, com setores políticos e agentes estatais.

Galán era inimigo dos cartéis de drogas e tinha prometido que, se chegasse à presidência, extraditaria os então chefes do narcotráfico aos Estados Unidos.

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