Merkel afirma que Helmut Kohl foi um "golpe de sorte" para a Alemanha

Berlim, 16 jun (EFE).- A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou nesta sexta-feira que Helmut Kohl, que morreu hoje aos 87 anos, foi um "golpe de sorte" para o país e soube aproveitar a "oportunidade histórica" da queda do muro de Berlim para impulsionar a reunificação, "maior obra de arte política".

Em um comparecimento perante os meios desde a sede do partido de ambos, a União Democrata-Cristã (CDU), Merkel afirmou que o ex-chanceler Kohl percebeu com "inteligência" que os protestos pró-democráticos na então Alemanha comunista supunham uma "oportunidade histórica" que era preciso aproveitar.

Kohl, acrescentou, soube fazer avançar a reunificação das duas Alemanhas a nível interno, mas também em coordenação com os parceiros internacionais da República Federal, "em sintonia" com o resto de países, para evitar receios e confrontos.

"Foi a maior obra de arte política. Assim Kohl se tornou um golpe de sorte para nós, alemães", ressaltou a chefe do Governo alemão e presidente do CDU.

A julgamento de Merkel, todo o que ocorreu desde a reunificação alemã em 1991 "não teria sido possível sem Helmut Kohl".

A chanceler destacou as conquistas deste grande "alemão e grande europeu" que tanto influenciou na reunificação da Alemanha e na integração da Europa, dois processos políticos que para Kohl estavam "inseparavelmente ligados".

"Ficará na nossa memória como um grande europeu e como chanceler da unidade" alemã, manifestou Merkel.

"Helmut Kohl também mudou a minha trajetória política de forma decisiva", reconheceu a chanceler, em referência à sua infância e juventude na Alemanha oriental. "Eu sou pessoalmente agradecida pela existência de Helmut Kohl".

Kohl, chanceler entre 1982 e 1998, morreu hoje aos 87 anos na sua casa de Ludwigshafen (sudoeste da Alemanha), após quase uma década longe da vida pública.

As mensagens de pêsames começaram a surgir de todas as classes políticas, lideradas pelo presidente do país, o social-democrata Frank-Walter Steinmeier, que como a chanceler destacou seu papel de artífice da reunificação alemã e sua condição com firmeza europeísta.

"Foi um político e um estadista excepcional", indicou Steinmeier, que, da mesma forma que Merkel, o qualificou de "golpe de sorte" para a Alemanha, que soube ganhar a confiança dos líderes de todo o mundo escorado no seu "instinto político" e "experiência".

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