Trump deixa jovens indocumentados seguirem nos EUA, mas não revela seu futuro

Washington, 16 jun (EFE).- O governo do presidente Donald Trump confirmou nesta sexta-feira que os jovens sem documentos conhecidos como "dreamers" (sonhadores) poderão continuar, por enquanto, nos Estados Unidos, mas deixou seu futuro no ar.

Desde a sua promulgação em 2012 durante o mandato de Barack Obama, o programa Ação Diferida para os Chegados na Infância (DACA) serviu para frear a deportação de 750.000 jovens indocumentados que chegaram ao país quando crianças.

Nesta quinta-feira, o Departamento de Segurança Nacional (DHS) emitiu um memorando em que assegurava que a DACA "seguirá com efeito".

No entanto, o governo indicou hoje que Trump não tomou uma decisão sobre o futuro do programa e que esse memorando só pretendia esclarecer que os beneficiários da DACA não se veriam afetados pela rescisão de um programa similar para pais sem documentos de cidadãos americanos ou filhos com residência permanente.

"Não houve uma determinação final sobre o programa DACA, que o presidente destacou que necessita ser abordado com compaixão e coração", afirmou o subsecretário de Assunto Públicos do DHS, Jonathan Hoffman, em um comunicado.

Um funcionário da Casa Branca declarou hoje que o memorando de quinta-feira não buscava afetar à DACA, mas não detalhou se o governo ainda revisa esse programa de alívio migratório.

"Sinceramente, a imigração é algo que deve ser resolvido pelo Congresso", acrescentou o funcionário, que pediu anonimato, em declarações aos jornalistas.

No último mês fevereiro, Trump reconheceu que a revogação da DACA, uma das suas promessas na campanha eleitoral que em 2016 lhe levou à Casa Branca, é "um dos temas mais difíceis" de seu mandato e garantiu que o encarará "com coração".

Nesta quinta-feira, o DHS rescindiu o programa Ação Diferida para Responsabilidade dos Pais (DAPA), que beneficiava os pais sem documentos de filhos com cidadania ou residência permanente.

O secretário de Segurança Nacional, John Kelly, anunciou em um comunicado que chegava ao fim o programa promulgado em 2014 pelo governo de Obama e que eximia temporariamente da deportação pais de filhos regularizados.

A DAPA está bloqueada pelos tribunais americanos desde 2015 e o que o Departamento de Segurança Nacional afirmou é que não atuará mais para defender a implementação desta medida.

Donald Trump adotou uma linha dura com a imigração ilegal desde que chegou ao poder em janeiro.

O presidente mandou aumentar a segurança fronteiriça e intensificar as operações policiais contra pessoas sem documentos, especialmente aquelas que pertencem a grupos criminosos ou têm delitos pendentes, entre novas medidas.

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