Cuba sugestão de Trump de extraditar foragidos para retomada do diálogo

Viena, 19 jun (EFE).- Cuba não extraditará aos Estados Unidos os cidadãos reclamados pela justiça do país, que "carece de base política legal para reclamá-los", afirmou nesta segunda-feira em Viena o ministro de Relações Exteriores da ilha, Bruno Rodríguez.

O chanceler cubano respondeu assim em uma coletiva de imprensa à exigência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que na sexta-feira passada incluiu a devolução por parte de Cuba de foragidos americanos entre as condições para retomar o diálogo bilateral.

"Com o uso da lei nacional, do direito internacional e da tradição latino-americana, Cuba concedeu asilo politico ou refúgio a lutadores pelos direitos civis dos EUA. Certamente que estas pessoas não serão devolvidas" a esse país, que "carece de base legal, política e moral para reclamá-los", espetou Rodríguez.

O ministro afirmou que cidadãos americanos que cometeram delitos em Cuba, como o sequestro de aeronaves, foram punidos por tribunais cubanos e cumpriram longas penas de privação de liberdade na ilha.

A respeito, Rodríguez lembrou que em um "ato de boa vontade", o Governo cubano decidiu nos últimos anos retornar aos EUA 12 americanos fugitivos da Justiça desse país.

O chefe da diplomacia cubana assegurou que o Governo de Washington não pode dar lições sobre direitos humanos.

Nesse sentido, afirmou que nos Estados Unidos são frequentes os abusos e os assassinatos por parte de policiais, especialmente contra afrodescendentes, há restrições aos direitos de saúde e educação, repressão aos imigrantes e refugiados e a cultura e a religião islâmica são discriminadas.

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