Forças filipinas encontram drogas em área de confronto com jihadistas

Manila, 19 jun (EFE).- As Forças Armadas das Filipinas encontraram nesta segunda-feira 11 quilos de metanfetamina em posições que estavam sob controle dos jihadistas na cidade de Marawi, no sul do país, onde os combates entre soldados e islamitas vinculados ao Estado Islâmico (EI) já resultaram em mais de 340 mortes.

A droga, avaliada em entre 110 e 250 milhões de pesos filipinos (entre US$ 2,2 e 5,1 milhões), foi encontrada pelos militares depois que um grupo insurgente foi obrigado a abandonar a posição de onde combatia durante um troca de tiros, segundo o comunicado.

Os pacotes de droga foram encontrados em uma residência junto com quatro armas de fogo, afirmou em um comunicado o Comando de Mindanao Ocidental.

Esta não é a primeira vez que as autoridades filipinas encontram drogas em posições controladas por rebeldes, mas é a maior apreensão até o momento, segundo as Forças Armadas.

A descoberta é uma prova de que os jihadistas do sul do país estão vinculados a atividades criminosas e são financiadas pelo tráfico de drogas, segundo o comunicado.

A metanfetamina, de alta qualidade, também revela que os insurgentes são "indivíduos enlouquecidos pela droga, que ficam em êxtase" durante os combates, segundo os militares, o que representa um perigoso desafio para as tropas que tentam recuperar os quatro últimos bairros tomados pelos terroristas em Marawi.

Liderados pelo islamita Isnilon Hapilon e pelos chefes da guerrilha local Grupo Maute, os rebeldes seguem resistindo em Marawi às investidas das Forças Armadas, que tentam acabar com a rebelião através de ataques aéreos, bombardeios e operações sobre o terreno.

Entre 500 e mil civis permanecem presos na região ainda controlada pelos jihadistas, o que dificulta as operações do exército.

Os combates, iniciados em 23 de maio com uma insurreição armada do Grupo Maute, já resultaram na morte de 257 rebeldes, assim como na de 62 integrantes das forças de segurança e na de 26 civis, de acordo com números oficiais, enquanto quase a totalidade dos mais de 200 mil habitantes de Marawi fugiram ou foram evacuados.

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