Mundo desenvolvido aposta em "fronteiras blindadas"

Redação Central, 19 jun (Minds/EFE).- Muros, valas, patrulhas militares nos mares, devoluções "imediatas" são algumas das proteções adotadas pelo mundo desenvolvido contra o fluxo ilegal de migrantes.



A seguir, um resumo das medidas de contenção migratória:.



EUA: O "MURO BONITO" DE TRUMP.

Bom para bloquear a imigração, bonito esteticamente e tão barato "que o México pagará por ele". Assim é o muro que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, promete construir nos 3.185 quilômetros da fronteira entre seu país e o México.

Esse projeto de muro - já há muros em vários quilômetros em partes da fronteira - se soma a uma política mais severa de aumento das deportações e redução da concessão de asilos humanitários aplicada desde que chegou à Casa Branca.



MÉXICO: FRONTEIRA SUL.

O México aplica desde julho de 2014 o plano Fronteira Sul: maior controle de fronteiras, mais detenções e deportações de imigrantes, permissões gratuitas para trabalhadores temporários e visitantes aos estados fronteiriços para pessoas provenientes dos países do "Triângulo do Norte", formado por El Salvador, Honduras e Guatemala.



ESPANHA: MUROS, PATRULHAS E DEVOLUÇÕES.

Desde 1992, a Espanha tem um acordo de devolução de pessoas sem documentos com o Marrocos. Um duplo muro de seis metros de altura, com arames farpados ou lâminas, câmeras e sensores separa as cidades espanholas de Ceuta (8 quilômetros) e Melilla (12 quilômetros) do território marroquino.

Em 2006, o país assinou acordos com Senegal e Mauritânia para acabar com a crise dos "cayucos", barcos de pesca que transportavam migrantes para as Ilhas Canárias. Ainda hoje a Guarda Civil espanhola (polícia militar) patrulha as águas territoriais de ambos países e devolve os migrantes interceptados.



UE: OPERAÇÕES NO MEDITERRÂNEO E ACORDO COMM A TURQUIA:.

A agência europeia Frontex montou as operações Poseidon (2011) e Tritão (novembro 2014) para vigiar as águas do Mediterrâneo oriental e central. De forma complementar, opera nas águas internacionais do Mediterrâneo a operação Sófia, cujo objetivo é detectar e desmantelar as redes de tráfego de imigrantes.

Em março de 2016, a UE fechou um acordo com a Turquia que, em troca de uma ajuda de 6 bilhões de euros, se comprometeu a receber os imigrantes entregues pelo continente. Para cada imigrante deportado, a UE se comprometeu a receber um que entrasse em seus países membros, a partir da Turquia, por vias legais.



AUSTRÁLIA: FRONTEIRAS SOBERANAS:.

Em setembro de 2013, a Austrália iniciou sua Operação Fronteiras Soberanas, pela qual a Marinha patrulha as águas para interceptar embarcações de imigrantes, que são enviados a centros de detenção em outros Estados: as ilhas de Manus e Nauru.

Ao mesmo tempo, se compromete a conceder refúgio a um mínimo anual de pessoas: 13.750 no período 2016/17, 16.250 em 2017/18 e 18.750 em 2018/19, com 12 mil adicionais a cada ano da Síria e do Iraque.

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