OEA inaugura nesta 2ª feira Assembleia Geral em Cancun com Venezuela em foco

Cancun (México), 19 jun (EFE).- A Organização de Estados Americanos (OEA) inaugura nesta segunda-feira sua 47ª Assembleia Geral em Cancun (México) e realiza uma reunião de chanceleres sobre a crise da Venezuela, na qual o governo chavista prometeu batalhar.

A Assembleia, a reunião anual mais importante da OEA, será inaugurada pelo presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, mas o dia está marcado pelo encontro sobre a Venezuela, previsto para 14h local (16h, em Brasília).

Nele, os chanceleres da região tratarão de aprovar uma declaração com propostas para solucionar a crise política e social da Venezuela, mas não será fácil, já que são necessários 23 votos, dois terços dos 34 países presentes (todos menos Cuba).

Os 14 países impulsores do encontro - liderados pelo México, EUA, Canadá e Peru - estão esperando que os 14 países da Comunidade do Caribe (Caricom) façam uma proposta para aproximar posturas, segundo explicaram à Agência Efe fontes diplomáticas.

A reunião de chanceleres de hoje significa a retomada do encontro realizado em 31 de maio em Washington e que teve que ser suspenso após cinco horas depois da constatação de que não havia acordo possível entre as duas propostas de declaração, que seguem sendo as únicas sobre a mesa.

O texto de EUA, México, Peru, Canadá e Panamá pede o cancelamento da Assembleia Constituinte na Venezuela e é muito crítico com o Governo de Nicolás Maduro, enquanto o documento da Caricom - aliados tradicionais da Venezuela - não recolhe essas demandas.

Se não houver acordo, os 14 países impulsores do encontro pensarão em alternativas, como tratar de aprovar um projeto de resolução já na própria Assembleia Geral, onde só são necessários 18 votos, ou emitir simplesmente uma declaração de imprensa.

O primeiro ponto na agenda de hoje é uma conferência do secretário-geral da OEA, Luis Almagro, com o chanceler do México, Luis Videgaray, na qual poderiam ser dadas pistas sobre os caminhos possíveis para que haja algum tipo de proposta sobre a Venezuela.

Depois, exporão as suas reivindicações em um encontro com a imprensa vários opositores venezuelanos, entre eles o presidente da Comissão de Política Exterior da Assembleia Nacional (Parlamento), Luis Florido, e o deputado Williams Dávila.

Por outro lado, os chanceleres e Almagro manterão um diálogo com a sociedade civil no qual está previsto um debate intenso sobre temas como o aborto e os direitos do coletivo LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais).

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