Coalizão anuncia derrubada de drone de forças pró-Assad na Síria

Beirute, 20 jun (EFE).- A coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira que derrubou um drone das forças pró-governo da Síria perto da passagem fronteiriça de Al Tanf, na divisa com o Iraque.

Em um comunicado, a aliança explicou que derrubou a aeronave por volta das 0h30 locais de hoje (18h30 de Brasília de ontem), depois que esta "se mostrou hostil e avançou em direção às forças da coalizão".

Um caça-bombardeiro F-15 da aliança internacional interceptou o avião não tripulado, após observar que este avançava para uma posição da coalizão.

A aliança militar acrescentou que o drone dos efetivos pró-governo sírio foi abatido quando progrediu para tal posição, sem desviar de seu caminho.

A coalizão indicou que, no momento em que abateu o drone, ocupava um posto de combate a nordeste de Al Tanf, onde estava treinando e oferecendo assessoria a seus aliados no terreno na luta contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

Além disso, a aliança militar lembrou que, nesse mesmo lugar, outro "drone pró-regime" foi derrubado em 8 de junho.

A coalizão advertiu que as atitudes hostis e ações das forças pró-governo da Síria em relação às forças da coalizão e seus aliados não serão toleradas.

O texto reforça que há um mecanismo para reduzir os conflitos com a Rússia, que serve para diminuir "a incerteza neste espaço tão disputado e para evitar os erros de cálculo".

"Devido aos últimos fatos, a coalizão não permitirá que a aviação pró-regime ameace e se aproxime da coalizão e de seus aliados", concluiu a aliança na nota.

Há dois dias, a coalizão abateu um avião da força aérea síria na província de Al Raqqa, depois que este atacou posições de seus aliados na região, o que foi negado pelas autoridades sírias.

Ontem, a Rússia afirmou que estava suspendendo a colaboração com os EUA para evitar incidentes no espaço aéreo da Síria e advertiu que qualquer avião ou drone da coalizão que for detectado a oeste do rio Eufrates será visto como "alvo" pelas defesas antiaéreas russas.

Em Washington, o chefe do Estado Maior Conjunto dos EUA, o general Joseph Dunford, disse que seu país estava trabalhando para restabelecer as linhas de comunicação com a Rússia.

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