Lavrov espera explicações dos Estados Unidos sobre derrubada de avião sírio

Moscou, 20 jun (EFE).- O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou nesta terça-feira que Moscou espera explicações de Washington pela derrubada no domingo passado de um avião sírio por um caça americano.

"Pelos canais do Ministério de Defesa solicitamos explicações dos detalhes do ocorrido. Esperamos que nos deem", disse Lavrov em coletiva de imprensa com seu homólogo francês, Jean-Yves Le Drian.

Lavrov lembrou que nesta segunda-feira a Rússia suspendeu, por esse motivo, o mecanismo de prevenção de incidentes com os Estados Unidos no espaço aéreo da Síria.

Além disso, assegurou que também pedirá em breve explicações a seu homólogo, Rex Tillerson, sobre o fato de o grupo terrorista Frente Al Nusra seguir livrando-se dos bombardeios aéreos da coalizão liderada pelos Estados Unidos.

"O equilíbrio é muito frágil, se todos somos honestos, se todos nos guiamos pela luta contra o terrorismo, então teremos os argumentos para impedir que a situação desemboque em um caos", afirmou.

Lavrov se referiu à importância da iniciativa para a criação de zonas de distensão no país árabe, que, caso fosse concretizada, representaria "a primeira vez na história da crise síria na qual se produziria uma separação entre os que participam das ações militares e os terroristas".

"Efetivamente, a situação sobre o terreno e no ar é tremendamente asfixiante", destacou Lavrov, em referência ao grande número de implicados nas hostilidades.

Por sua parte, Le Drian afirmou que a França está decidida a continuar lutando contra o terrorismo junto com a Rússia.

"Temos um inimigo comum que são os grupos terroristas que buscam utilizar o território sírio para organizar atentados nos nossos países e que treinam militar e ideologicamente os futuros terroristas", afirmou.

Ao mesmo tempo, acrescentou que tanto Paris como Moscou apoiam a integridade territorial da Síria.

"Acreditamos que é conveniente que siga existindo um Estado sírio unificado e viável", concluiu Le Drian.

A visita de Le Drian a Moscou acontece pouco após a viagem a Paris do presidente russo, Vladimir Putin, realizada no final de maio e que representou a retomada das relações bilaterais, depois que estas ficaram congeladas durante o mandato de François Hollande. EFE

aj/rsd

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