Primeiro-ministro de Portugal pede respostas "urgentes" para incêndio

Lisboa, 20 jun (EFE).- O primeiro-ministro de Portugal, o socialista António Costa, pediu nesta terça-feira respostas "urgentes" aos principais órgãos de alerta e socorro para esclarecer o que aconteceu nas primeiras horas do incêndio devastador que está arrasando o centro do país desde o último sábado.

Costa enviou um texto aos responsáveis da Defesa Civil, da Guarda Nacional Republicana (GNR) e do Instituto Português de Mar e Atmosfera (IPMA) no qual apresenta três perguntas com as quais espera esclarecer como as chamas puderam alcançar tal magnitude e acabar com a vida de pelo menos 64 pessoas.

O texto interno, que a revista "Expresso" reproduziu em seu site, assegura que, "sem preconceito de uma avaliação global que acontecerá ao término das operações em curso, há três questões relativas à tragédia" que, para o primeiro-ministro, "precisam ser esclarecidas de imediato".

A primeira delas se dirige ao IPMA e questiona se ocorreram circunstâncias meteorológicas "incomuns" que "possam explicar a dimensão e a intensidade da tragédia, especialmente o número de vítimas humanas, sem comparação com outros incêndios florestais" registrados no país.

A segunda, para a Defesa Civil, é se este órgão pode confirmar que sua rede de comunicação interna falhou, o que, segundo hipóteses veiculadas na imprensa portuguesa, poderia ter provocado falta de coordenação no combate ao fogo, permitindo seu avanço rápido.

Finalmente, Costa pergunta à GNR por que o tráfego não foi interditado na rodovia nacional 236, onde 47 pessoas morreram ao ficarem presas pelas chamas quando tentavam fugir do incêndio que cercava suas aldeias.

Precisamente, o primeiro-ministro quer saber se a rodovia via foi indicada pelas autoridades como "alternativa" a outra estrada que havia sido interditada anteriormente pelo fogo, conforme disseram vários sobreviventes à imprensa local.

As críticas à gestão da tragédia se multiplicaram nas últimas horas em Portugal, mas o presidente Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que o país deve concentrar seus esforços para combater o fogo e deixar para depois as possíveis responsabilidades.

"A prioridade agora é combater o incêndio e oferecer apoio a vítimas e famílias", insistiu o chefe de Estado português, que considera que, depois, haverá "todo o tempo do mundo" para debater as outras questões.

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