Promotoria pede que Martinelli continue detido durante processo de extradição

Miami, 19 jun (EFE).- A Promotoria solicitou na segunda-feira em "manter preso e sem direito a fiança" o ex-presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, que enfrenta nos Estados Unidos um processo de extradição por escutas ilegais e enriquecimento ilícito em seu país.

Martinelli, preso desde o último dia 12, em Miami, deve se apresentar nesta terça em sua segunda audiência, onde seus advogados insistirão em que se aprove a sua liberdade "imediata".

No entanto, a Promotoria, que representa no julgamento o governo panamenho, argumentou que Martinelli "não pode provar que não representa qualquer risco de fuga e que existem circunstâncias especiais que justificam sua libertação", de acordo com um memorando que a Agência Efe teve acesso.

Enquanto isso, os advogados de Martinelli solicitaram sua liberdade, comparando o caso com o do ex-ministro colombiano, Andrés Felipe Arias, quem também enfrenta nos EUA um julgamento de extradição por corrupção e foi libertado pagando uma fiança.

Os advogados John Richard Byrne e Marcos Daniel Jiménez disseram que o caso de Martinelli é mais "convincente" e que, ao contrário de Arias, o ex-presidente panamenho "não fugiu do país "e não está "condenado", mas "simplesmente acusado", e isso de forma "inadequada".

Arias, que passou quase três meses na prisão antes que um juiz autorizasse sua liberdade pagando uma fiança, foi condenado na Colômbia a 17 anos por um caso que envolveu subsídios para camponeses que acabaram em mãos de famílias ricas.

Martinelli "não tem registro de não cumprimento das condições de liberdade" como Arias, afirmaram os advogados.

Eles observaram que o ex-presidente "nem sequer estava no Panamá quando apresentaram as acusações, já que tinha abandonado o país para buscar asilo politico".

Previamente, os advogados tinham apresentado uma moção exigindo a "imediata" liberdade de Martinelli, após argumentarem que o mandato de prisão apresentado pelo Panamá no seu pedido de extradição é "inválido" e "indevido".

A defesa disse que o governo panamenho, que ser refere ao mandato de prisão a "rebeldia", que "não faz parte dos 13 crimes válidos" consignados no tratado de extradição assinado por EUA e Panamá, em 1904, e que portanto sua detenção é "inconstitucional".

A prisão de Martinelli em Miami é o primeiro resultado de um processo que começou na máxima corte do Panamá, em dezembro de 2015, quando foi ordenada sua prisão provisória para que comparecesse nas audiências do caso das escutas ilegais.

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