Trump diz que esforços da China para conter a Coreia do Norte não funcionaram

Washington, 20 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que os esforços da China para conter o governo da Coreia do Norte não funcionaram.

"Ainda que aprecie enormemente os esforços do presidente Xi (Jinping) e da China para ajudar com a Coreia do Norte, não funcionou. Pelo menos eu sei que a China tentou!", escreveu Trump em seu perfil pessoal no Twitter.

A mensagem do presidente foi publicada após a morte do estudante americano Otto Warmbier, extraditado em coma na semana passada pela Coreia do Norte, onde esteve preso por mais de um ano, aos EUA.

EUA e China abrem amanhã, em Washington, seu primeiro diálogo bilateral de segurança e diplomacia, focado exatamente na Coreia do Norte e o desenvolvimento armamentista de Pyongyang.

"É uma vergonha total o que ocorreu com Otto. Nunca deveria ser permitido que ocorresse. E, francamente, se tivéssemos o trazido de volta antes, acredito que os resultados teriam sido muito diferentes", disse Trump hoje no Salão Oval da Casa Branca no início de uma reunião com o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko.

"Ele deveria ter voltado para casa há muito templo", disse Trump.

Dessa forma, o presidente pareceu também culpar pelo o ocorrido o governo de seu antecessor, Barack Obama.

O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, anunciou na semana passada a liberdade do jovem, que foi entregue a sua família em Cincinatti, no estado de Ohio, em um voo particular. Warmbier estava em coma e apresentava graves lesões cerebrais.

O jovem, de 22 anos, entrou em coma pouco depois de sua última aparição em público, em março de 2016, quando foi condenado em Pyongyang acusado de roubar um cartaz de propaganda norte-coreana.

O governo da Coreia do Norte alega que Warmbier foi vítima de botulismo. Os médicos lhe deram um medicamento para dormir, e ele não voltou a acordar. A família do jovem questiona a versão e questiona o regime de Pyongyang pela morte.

O Departamento de Estado está "avaliando" a possibilidade de impor restrições de viagem para que os americanos não visitem a Coreia do Norte. Segundo a porta-voz do órgão, Heather Nauert, Tillerson tem autoridade para determinar medidas desse tipo.

"Pedimos categoricamente que os americanos não viagem para lá", afirmou Nauert em entrevista coletiva.

A porta-voz disse que não pode comentar as circunstâncias da morte de Warmbier, mas que os EUA querem fazer que a Coreia do Norte "preste contas" pela prisão do jovem e sua posterior morte.

No início de maio, Trump chegou a dizer que estava disposto a se reunir com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, sob as "circunstâncias adequadas". No entanto, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, afirmou que as condições para que esse encontro se torne realidade não são possíveis atualmente.

"Claro que estamos nos afastando dessas condições", admitiu Spicer hoje ao falar sobre a morte de Warmbier.

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