Envolvido no caso Odebrecht, controlador-geral do Equador renuncia

Quito, 21 jun (EFE).- O controlador-geral do Estado do Equador, Carlos Pólit, apresentou na terça-feira sua renúncia irrevogável ao cargo, em meio a um julgamento politico que segue contra ele no Parlamento, por conta do escândalo de propinas da construtora Odebrecht.

O anúncio sobre a saída de Pólit foi feito pelo presidente da Assembleia Nacional (Parlamento), o governista José Serrano, através de seu Twitter, onde disse que a carta de renúncia do controlador foi entregue à tarde na Secretaria Geral do Legislativo.

Pólit, única autoridade do Estado até agora a renunciar por conta do caso Odebrecht, com o qual negou qualquer ligação, está em Miami, nos Estados Unidos, desde o dia 26 de maio, quando viajou com uma permissão médica.

O presidente da Assembleia, em uma curta entrevista coletiva, disse que Pólit enviou sua carta de renúncia e anexou "um atestado médico" por algum problema de saúde, escrito em inglês.

A carta de demissão e o atestado médico serão colocados para apreciação pelo Conselho de Administração do Legislativo (CAL) para tomarem conhecimento e contactar os órgãos competentes que deverão realizar outro concurso público para a designação de um novo controlador-geral ou juiz de contas do Estado, acrescentou Serrano.

Além disso, mencionou que Pablo Celi, seguirá como titular até que seja nomeado o novo controlador.

O chefe do Legislativo acrescentou que o julgamento politico contra Pólit continua e que, apesar do acusado poderia ser julgado à revelia na Câmara, "ele tem todas as garantias por parte desta Assembleia para comparecer a este processo e poder exercer sua defesa".

Carlos Pólit tinha sido convocado para prestar depoimento no próximo dia 27 diante da Comissão de Controle da Assembleia Nacional, mas é improvável que compareça.

Em dezembro do ano passado, o Departamento de Justiça dos EUA informou que a Odebrecht havia supostamente pago cerca de US$ 788 milhões em propinas em 12 países, incluindo o Equador.

O relatório do Departamento de Justiça diz que no Equador, entre 2007 e 2016, a construtora supostamente pagou propinas no valor de US$ 35,5 milhões para "funcionários do Governo", que teria gerado benefícios de aproximadamente US$ 116 milhões.

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