Ministério Público belga revela que suposto terrorista é um marroquino

Bruxelas, 21 jun (EFE).- O Ministério Público da Bélgica confirmou nesta quarta-feira que o suposto terrorista, responsável pela detonação ontem à noite de uma pequena carga explosiva na estação central de Bruxelas e que foi morto por militares, é um marroquino de 36 anos, morador do bairro de Molenbeek.

O porta-voz do Ministério Público, Eric Van der Sypt, também confirmou em entrevista coletiva que a mala detonada pelo homem continha "pregos e pequenas garrafas de gás", mas que ele não portava nenhuma arma de fogo ou facas, nem tampouco um cinturão com explosivos, como foi divulgado anteriormente pela imprensa local.

"Está claro que tentou causar mais danos do que conseguiu. Os danos poderiam ter sido piores", comentou o porta-voz sobre o incidente, que não deixou nenhum ferido.

O MP trata o caso como uma "tentativa de assassinato terrorista".

O suspeito era O.Z., nascido em 12 de janeiro de 1981 e de nacionalidade marroquina que vivia em Molenbeek, distrito de forte população muçulmana na capital belga e conhecido por ter hospedado supostos terroristas no passado.

Sua casa foi revistada durante a noite por forças especiais da polícia, mas o MP não deu detalhes sobre o resultado da operação.

Segundo as autoridades, o homem atuou sozinho na estação Central.

"O mais importante é que não era conhecido por fatos de terrorismo", comentou Van der Sypt, perante as informações de meios belgas que apontam que tinha acusações por tráfico de drogas ou delitos sexuais.

O MP explicou que o homem entrou na estação às 20h39 local (15h39, em Brasília) de terça-feira e que se dirigiu a grupo de passageiros.

Após se retirar por um momento, voltou para este grupo minutos mais tarde sustentando uma mala, ao mesmo tempo que gritou e causou uma "explosão parcial" na qual ninguém ficou ferido.

A mala imediatamente pegou fogo e o homem "deixou a bagagem queimando" e se dirigiu a uma plataforma de estação perseguindo um responsável da estação.

A mala, que continha cravos e garrafas de gás, "explodiu uma segunda vez de maneira mais violenta".

Segundo o Ministério público, o suspeito depois correu atrás de um militar gritando "Allahu Akbar" (Alá é grande!).

O soldado "abriu fogo imediatamente e atingiu o indivíduo várias vezes", que morreu mais tarde no local.

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