Professores sequestrados pedem que Trump e Turbull negociem com talibãs

Cabul, 21 jun (EFE).- Dois professores da Universidade Americana do Afeganistão, um americano e outro australiano, sequestrados há dez meses pelos talibãs, suplicaram nesta quarta-feira em um vídeo aos dirigentes de seus respectivos países, Donald Trump e Malcolm Turnbull, para que negociem com os seus sequestradores.

"A única forma de poder voltar para casa é que o premiê australiano fale com o governo talibã e que (...) trabalhe para libertar os soldados talibãs que estão atualmente nas prisões de Bagram e Pul-e-Charkhi", no norte do Afeganistão, diz o refém australiano, Timothy John Weekes.

No vídeo divulgado hoje pelo porta-voz talibã Zabihullah Mujahid e aparentemente gravado em 16 de junho, o professor pede a Turnbull que fale com o presidente americano para "abordar este assunto e fazer um acordo com os talibãs".

"Rezo para que isto ocorra logo e que os soldados talibãs possam retornar para casa com as suas famílias para Eid (al-Fitr, festividade de fim do Ramadã), assim como eu possa voltar para casa com a minha família e amigos", suplica Weekes.

O sequestrado pede uma rápida intervenção ao se referir à festividade que acontecerá domingo ou segunda-feira, dependendo do país.

O refém americano, Kevin King, também se dirige a Trump ao afirmar que seus sequestradores os trata "bem", e que sua última vontade é a "liberdade".

Os professores viajavam em agosto em um veículo da universidade a caminho de onde viviam em Cabul, situada cerca de 3 quilômetros do centro, quando foram atacados por um grupo de homens vestidos com uniformes policiais.

Os sequestros são comuns no Afeganistão e os estrangeiros são frequentemente alvo deste tipo de ações, em muitas ocasiões dirigidas a obter um resgate ou a forçar trocas por insurgentes.

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