Venezuela detém 3 militares por assassinato de jovem durante protesto

Caracas, 21 jun (EFE).- O titular da Defensoria Pública da Venezuela, Tarek William Saab, informou nesta quarta-feira da detenção de três militares por sua suposta responsabilidade no assassinato de Fabián Urbina, um jovem de 17 anos que foi ferido à bala durante um protesto contra o governo em Caracas.

Por meio de sua conta no Twitter, Saab indicou que os militares detidos foram o primeiro sargento Raymon Ávila, e os segundos sargentos Johan Rojas e Jesús Báez "supostamente envolvidos no homicídio de Fabian Urbina".

O titular da Defensoria afirmou que os três são suspeitos de "uso indevido de arma orgânica de fogo no controle da ordem pública", ao mesmo tempo em que reiterou a proibição que existe na Venezuela sobre o uso de armas de fogo para dispersar manifestações.

Por essa razão, a Defensoria Pública solicitou que os sargentos detidos, membros da Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militarizada), sejam apresentados perante a Justiça para determinar suas responsabilidades.

O defensor público venezuelano indicou na segunda-feira que dois agentes da polícia já tinham sido detidos por este incidente, ainda que não tenha especificado seus nomes, e detalhou que, durante a contenção de um protesto opositor nesse dia, pelo menos cinco pessoas ficaram feridas por disparos.

Por sua vez, o ministro de Interior e Justiça, Néstor Reverol, anunciou uma investigação sobre o "uso indevido e desproporcional" da força por parte dos agentes, em vista do ocorrido.

A Venezuela vive uma onda de protestos há 82 dias, alguns dos quais se tornaram violentos e se saldaram com 75 mortos e mais de mil feridos, segundo dados do Ministério Público.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos