EUA dizem à Turquia que curdo-sírios não ficarão com armas fornecidas

Ancara, 22 jun (EFE).- O governo dos Estados Unidos garantiu para a Turquia que as milícias curdo-sírias que recebem seu apoio na luta contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) terão que devolver as armas fornecidas e que os turcos temem que possam ser utilizadas contra eles, informou nesta quinta-feira o jornal turco "Hürriyet".

A publicação afirmou que o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, enviou uma carta a seu equivalente turco, Fikri Isik, para tranquilizá-lo a respeito.

Os EUA começaram a fornecer no fim de maio armas às milícias curdo-sírias conhecidas como YPG, que o governo americano considera como aliados importantes na luta contra o Estado Islâmico, mas que, para Ancara, são um grupo terrorista irmão da guerrilha do PKK, que opera na Turquia há três décadas.

Nessa carta revelada pelo Hürriyet, Mattis insiste que a relação dos Estados Unidos com as YPG é meramente tática e que, quando o EI for derrotado, as armas fornecidas serão recolhidas novamente.

Assim, o secretário de Defesa teria reiterado que os vínculos entre EUA e Turquia têm um valor estratégico que vai além da luta contra os jihadistas.

Além disso, o secretário de Defesa teria garantido na carta que Washington verificará com a Turquia, todos os meses, uma lista com as armas e o material fornecido às milícias curdo-sírias e que especialistas americanos estão monitorando no terreno para que estes armamentos não saiam do território Sírio.

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