May diz que não vai revisar situação de imigrantes afetados por incêndio

Londres, 22 jun (EFE).- As autoridades britânicas não revisarão a situação dos imigrantes afetados pelo incêndio em um edifício residencial de Londres, que na semana passada deixou 79 mortos ou desaparecidos, anunciou nesta quinta-feira a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May.

Em um comparecimento na Câmara dos Comuns, a chefe do Governo informou a decisão perante a possibilidade de que alguns moradores estrangeiros da torre Grenfell pudessem estar em situação irregular.

Theresa May também informou que cada adulto que residia no edifício do oeste de Londres irá receber 500 libras (cerca de 565 euros) em dinheiro, contribuições que as vítimas não terão que devolver ao Governo.

"É importante que as pessoas saibam que irão receber o dinheiro. Não terão que devolvê-lo, e isso não afetará seus direitos sobre os benefícios" estatais, acrescentou a "premiê" em uma declaração sobre a resposta do Executivo à tragédia de Grenfell.

Os atingidos poderão viver em apartamentos similares na mesma zona de Londres, mas nenhum será obrigado a residir em um lugar que não queira, especificou.

Segundo indicou, 151 lares foram destruídos pelo acidente, na maioria os que estavam na torre, mas também outros imóveis dos arredores do edifício.

May - que ontem à noite fez uma visita às famílias no bairro de Kensington, onde está localizada a torre - informou, além disso, que cerca de 600 pessoas estão ajudando as vítimas.

Em relação ao controverso revestimento do edifício, com um material altamente inflamável, a primeira-ministra comunicou aos deputados que os inspetores localizaram mais apartamentos de proteção oficial nas mesmas condições.

Segundo explicou, cerca de 100 edifícios diariamente são revisados no Reino Unido, depois que os especialistas indicaram que o fogo na torre Grenfell se estendeu rapidamente porque o revestimento do edifício era feito com polietileno.

O líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn, qualificou a tragédia de Grenfell de "atroz" e disse que "cada uma das mortes deviam ter sido evitadas".

O conselheiro delegado da câmara municipal londrina de Kensingon & Chelsea, Nicholas Holgate, anunciou hoje sua demissão após o devastador incêndio da semana passada.

Holgate foi alvo das críticas pelo atraso da câmara municipal desse bairro de Londres, ao qual pertence a torre, em atender a crítica situação dos afetados pelo incêndio.

May pediu ontem desculpas no Parlamento pelos erros no atendimento aos afetados e reconheceu que o apoio não foi "suficientemente bom".

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