Países do Caribe prometeram votar resolução sobre Venezuela, mas 4 recuaram

Cancún (México), 21 jun (EFE).- Dez países da Comunidade do Caribe (Caricom) prometeram votar em favor de uma resolução sobre a crise da Venezuela, em acordo com o Grupo dos 14, mas quatro retiraram seu apoio no último minuto, segundo informações de fontes diplomáticas à Agencia Efe.

Esta foi a razão que não se alcançaram os 23 votos necessários na reunião de chanceleres realizada na última segunda-feira, em Cancún, antes da Assembleia Geral da OEA, embora que no início do encontro, ao começo do encontro anunciaram que tinham o apoio para desenvolver o texto.

Naquele dia, estava sendo debatido um documento redigido por Antígua e Barbuda a partir das dois propostas de resolução apresentada na reunião do dia 31 de maio, em Washington, e que não foi votada por conta da falta de acordo.

Sobre esse texto negociaram duas equipes formadas pelo Brasil, Estados Unidos e Peru, em representando o grupo dos 14 impulsor do encontro, e Antígua e Barbuda, Guiana e Barbados, em nome do Caricom.

Estes três países da Caricom afirmaram ter assegurados os votos favoráveis de pelo menos dez dos 14 membros da aliança caribenha.

Os países com os quais não contavam são grandes aliados da Venezuela, como São Vicente e Granadinas, São Cristóvão e Névis, e Dominica.

Os quatro países que retiraram o seu apoio no último momento estão entre Granada, Haiti, Suriname, Trindade e Tobago e Antígua e Barbuda.

Uma das fontes diplomáticas consultadas disse à Efe que o grupo dos 14 chegou a "ter a expectativa de 27 a 25 votos", contando inclusive com aliados da Venezuela na Aliança Bolivariana (ALBA), como El Salvador e Equador.

Para aprovar um texto em uma reunião de consulta de chanceleres da OEA são necessários 23 votos (dois terços dos 34 estados membros representados nesse encontro).

Uma vez fechada essa porta, as únicas opções que ficavam eram apresentar um projeto de resolução na Assembleia Geral ou introduzir um parágrafo sobre a Venezuela em um dos documentos gerais já propostos sobre a democracia ou direitos humanos.

A primeira opção requeria 24 votos apenas para ser apresentada, já que o prazo tinha sido concluído na manhã de segunda-feira, tornando impossível desta forma, apesar de ser aprovado na Assembleia, eram necessários apoio de 18 membros.

O grupo dos 14 não apresentou um texto dentro do prazo, pois no momento pensavam ter os votos necessários para aprovação da resolução pactuada no encontro de chanceleres.

A segunda opção de incluir um parágrafo em outro projeto de resolução só era possível na dos direitos humanos, pois a de democracia já estava fechada.

No entanto, o grupo considerou que ir por essa via não era adequado ja que significava "cair no jogo de tirar algo, que não fosse suficientemente sólido".

De acordo com as fontes, estas nações consideram que a mudança de último minuto dos países do Caricom ocorreu por conta de pressões da Venezuela em torno da dívida que os países têm pelo petróleo subvencionado durante anos através do Petrocaribe.

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