Trump confia em acordo "justo" com Cuba e promete firmeza diante do comunismo

Em Washington

  • Scott Olson/Getty Images/AFP

    Donald Trump, em discurso na cidade de Cedar Rapids, no Estado de Iowa

    Donald Trump, em discurso na cidade de Cedar Rapids, no Estado de Iowa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se comprometeu nesta quarta-feira (21) em chegar a um acordo "justo" com Cuba, após mudar parte da política americana com a ilha, mas ao mesmo tempo prometeu se manter firme contra a "opressão comunista" neste país.

"Os Estados Unidos seguirão firme contra a opressão comunista. Faremos um acordo muito melhor", disse Trump, durante um longo discurso em um ato em Cedar Rapids, segunda maior cidade do Estado de Iowa.

"A verdade é que o acordo [negociado pelo ex-presidente Barack Obama] com Cuba é um mau negócio, provavelmente faremos um acordo melhor, ou talvez não. Se concordarmos, vai ser um acordo justo e bom para nós, não uma concessão unilateral", disse o presidente.

Trump se pronunciou menos de uma semana após anunciar que iria proibir a grande maioria das operações americanas com o exército cubano e restringiria o tipo de viagens que os americanos podem fazer para Cuba.

Essas medidas visam punir o governo de Raúl Castro, já que o exército controla boa parte dos hotéis e o comércio varejista na ilha. Mas, segundo especialistas, a mudança pode prejudicar também a indústria turística americana e o pequeno setor de empresários independentes de Cuba.

Além disso, Trump tem manifestado seu apoio ao embargo comercial americano a Cuba e condicionou a sua vontade de negociar, desde que a ilha dê "passos concretos" para a realização de "eleições livres" e a liberdade de "presos políticos", algo que irritou profundamente o governo cubano.

Donald Trump se queixou hoje, em uma aparente referência às críticas recebidas da oposição democrata e de outros setores nos EUA, que Obama "poderia fazer acordos com Cuba, (que) mata milhares de pessoas, (coloca) gente na prisão, (é) horrível com as mulheres", e também com o Irã, cujo governo é "brutal".

"Mas depois dizem que Donald Trump que é um ser humano terrível. É incrível", disse o presidente.
 

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