Realojamento de moradores de edifícios em Londres gera confusão

Londres, 24 jun (EFE).- Os moradores de 700 apartamentos localizados em quatro blocos do bairro de Camden, em Londres, saíram neste sábado de suas casas para serem realojados, depois que seus edifícios foram declarados inseguros, entre outras coisas, risco de incêndio de seu revestimento, semelhante ao da torre Grenfell.

Após receberem na noite de ontem uma ordem de despejo, centena de pessoas, entre elas idosos e bebês, passaram a noite em camas infláveis em um centro esportivo da região, no meio de cenas de confusão e caos.

Por instrução da Câmara municipal do distrito, todos os afetados deverão ir para casa de parentes ou para hotéis reservados para eles, por três ou quatro semanas, período que deve durar as obras para a mudança dos revestimentos inflamáveis dos edifícios.

Com base nos relatórios dos inspetores, a Câmara municipal do distrito de Camden ordenou a saída provisória de um total de quatro blocos de apartamentos de propriedade municipal situada na área de Swiss Cottage, que apartamentos para pessoas sem recursos.

A primeira prefeita, Georgia Gould, disse ontem à noite que eram cinco as torres afetadas, mas uma delas foi considerada segura e seus moradores puderam retornar.

Georgia justificou a decisão de retirar os moradores em um período curto, o que incomodou os afetados, pois "a segurança dos moradores é prioridade", e revelou que, para além da falta de medidas anti-incêndios, foram detectadas problemas com os encanamentos de gás.

Em uma mensagem pelo Twitter, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, ofereceu seu apoio aos "moradores de Camden que devem deixar suas casas enquanto elas passam por melhorias".

Muitos dos residentes dos locais se queixaram hoje do fato de que foram informados pela televisão que tinham deixar seus apartamentos e que faltou informação.

Renee Williams, de 90 anos, e que vive no bloco Taplow desde 1968, afirmou que ouviu a notícia pela TV e que "ninguém veio avisar", com isso, tem apenas uma bolsa "para passar a noite".

Já o ex-piloto da Real Força Aérea britânica, Peter Bertram, de 96 anos, morador há 46 anos de uma das torres, disse estar "perturbado" pela transferência.

A decisão de desalojar os blocos resulta de uma revisão após o incêndio do último dia 14, na torre Grenfell, onde morreram ou desapareceram pelo menos 79 pessoas.

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