Dissidente chinês Liu Xiaobo quer tratar câncer terminal no exterior

Pequim, 27 jun (EFE).- O dissidente e Nobel da Paz chinês Liu Xiaobo, que ganhou liberdade por causa de um câncer de fígado terminal, quer receber tratamento médico no exterior, confirmou nesta terça-feira à Agência Efe um dos seus amigos próximos, que preferiu se manter no anonimato.

"Ele deve ir para o exterior receber tratamento! É sua vontade (a de Liu Xiaobo e de sua mulher, Liu Xia)!", apontou a fonte.

Aparentemente, algumas pessoas próximas, entre eles a mulher do dissidente, conseguiram ver Liu ao hospital na cidade de Shenyang, na província nortista de Liaoning, mas outros amigos ou jornalistas não tiveram acesso ao edifício, pois a entrada é controlada pela Polícia.

A mulher de Liu, que vive sob detenção domiciliar desde que seu marido recebeu o Nobel da Paz em 2010, assegurou em um vídeo divulgado ontem na internet que o câncer de seu marido é inoperável.

Em um breve comunicado, as autoridades precisaram que uma equipe de "oito renomados" oncologistas estão cuidado dele neste momento, sem dar mais detalhes da sua situação, e hoje o Ministério de Relações Exteriores pediu à comunidade internacional que não interfira nos seus assuntos.

Uma porta-voz da Embaixada dos Estados Unidos em Pequim, Mary Beth Polley, pediu hoje ao regime comunista que liberte o dissidente e sua mulher, Liu Xia, e garanta que tenha acesso ao tratamento médico que deseja.

Além disso, outras legações ocidentais em Pequim também seguem de perto a situação do Nobel, enquanto numerosas organizações de direitos humanos pedem a liberdade incondicional do dissidente e questionam a gestão do regime.

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