Maduro ameaça ir às armas para fazer o que não pode ser feito com votos

Caracas, 27 jun (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta terça-feira que o chavismo deveria ir às armas no país para fazer o que não pode ser feito com votos, caso haja risco de a revolução bolivariana ser destruída no país.

"Se a Venezuela afundar no caos e na violência, se a revolução bolivariana for destruída, nós iríamos ao combate, nós jamais nos renderíamos e faríamos com as armas o que não se pode fazer com os votos. Libertaríamos nossa pátria com as armas", disse Maduro durante um ato político em Caracas.

Maduro pediu que o mundo escute esse alerta, transmitido em cadeia de rádio e televisão na Venezuela, depois de três meses de protestos que deixaram 76 mortos, e afirmou que seu governo é a "única opção" de paz no país.

"Quem ninguém se engane: queremos a paz, somos homens e mulheres de paz, mas somos guerreiros", completou o presidente.

O líder da oposição Henrique Capriles disse que Maduro "declarou guerra" aos venezuelanos com as declarações de hoje.

Maduro afirmou que a escolha de uma Assembleia Nacional Constituinte para redigir uma nova Carta Magna para o país é o "único caminho para conseguir a paz" na Venezuela.

A Mesa da Unidade Democrática (MUD), principal aliança de oposição, chamou seus simpatizantes para continuar protestando nas ruas do país e para impedir que os centros eleitorais sejam usados para uma fraude no próximo dia 30 de julho.

O governo de Maduro alertou que qualquer sabotagem ao processo eleitoral será punido com prisão.

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