Sturgeon suspende referendo na Escócia para depois do "Brexit"

Londres, 27 jun (EFE).- A primeira-ministra da Escócia, a nacionalista Nicola Sturgeon, anunciou nesta terça-feira que suspenderá seus planos de promover um segundo referendo sobre a independência da região britânica até que sejam firmados os termos do "Brexit".

Após perder um terço das cadeiras do Parlamento nas eleições gerais de 8 de junho, Sturgeon assegurou no que segue comprometida com a convocação de uma nova consulta, apesar de não iniciar os trâmites legislativos nessa direção de maneira "imediata".

A líder do Partido Nacionalista Escocês (SNP) apontou que se concentrará esforços nos próximos meses em tentar influir nas negociações sobre a saída britânica da União Europeia (UE) para conseguir "o melhor resultado possível para a Escócia".

Em março, Sturgeon tinha defendido a realização de um referendo entre 2018 e 2019.

Nas últimas eleições britânicas, o SNP perdeu 21 das 56 cadeiras que tinha na Câmara dos Comuns, enquanto o Partido Conservador passou de um deputado para 13 na Escócia, seu melhor resultado na região desde 1983, com uma campanha que se opunha a um novo plebiscito.

Contudo, Sturgeon ressaltou que seu partido foi o mais votado nas eleições, por isso conta com o "mandato explícito" dos eleitores para continuar defendendo um referendo de independência.

Em setembro de 2014, 55,3% dos votantes escoceses se opuseram nas urnas a uma cisão do resto do Reino Unido, mas o SNP argumentou que a decisão de abandonar a União Europeia mudou as condições em que se deram aquele resultado.

Sturgeon disse nesta terça-feira que muitos escoceses querem "uma pausa na pressão constante de tomar grandes decisões políticas", ao mesmo tempo em que admitiu que alguns precisam obter uma "maior clareza" sobre o futuro da Escócia e do Reino Unido perante o "Brexit", antes de dizer se querem votar de novo sobre a independência.

Por esse motivo, a primeira-ministra suspendeu seus planos para realizar outro referendo e se dispõe a "redobrar os esforços" para "influir nas negociações britânicas (com Bruxelas) a fim de proteger os interesses da Escócia".

Contudo, Sturgeon sublinhou que sua posição e a de seu governo autônomo é que, "ao final do processo do 'Brexit', os escoceses devem ter a possibilidade de escolher uma direção diferente para o país".

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