Contrariando pedidos, robô de Trump terá voz em parque da Disney

Miami (EUA), 28 jun (EFE).- O robô do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão dos Presidentes do parque Magic Kingdom, em Orlando, não será mudo como tinham pedido milhares de cidadãos em petições de internet.

Thomas Smith, diretor de conteúdo editorial da Disney Parks, confirmou que o republicano terá voz no Salão dos Presidentes, que estreará no final do ano seu novo design.

Apesar da indignação de cidadãos ofendidos pelo discurso "de "ódio, misógino, racista e xenófobo" de Trump, o republicano se unirá a esta atração criada em 1971 e situada na Praça da Liberdade do parque Magic Kingdom.

A gravação da mensagem do atual inquilino da Casa Branca nesta instalação, que inclui bonecos animados dos governantes americanos, já "foi programada", segundo Smith.

"A Disney trabalhou estreitamente com a atual Casa Branca, como fizemos com as administrações anteriores", acrescentou.

"Apesar alguns relatos de imprensa, o presidente Trump terá, sim, um papel falado, como todos os presidentes desde 1993", escreveu Smith em um blog da empresa.

Cerca de 15.000 pessoas assinaram uma petição no site Change.org pedindo à Disney que o robô de Trump fosse mudo, enquanto outras centenas pediram inclusive que Trump não fizesse parte da atração.

A petição, elaborada por Matthew Rogers, de Nova York, argumenta que em um parque "especificamente criado para o lazer de crianças e famílias" não cabe um discurso "insultante" como o que, em sua opinião, Trump usou durante a campanha eleitoral.

Rogers afirma que Trump contaminou "o legado da presidência para sempre" fazendo um uso de palavras com a "intenção clara de degradar, insultar ou minimizar não só os que não estão de acordo com ele sobre um tema determinado, como grupos inteiros de pessoas que incluem mexicanos, muçulmanos, mulheres e incapacitados".

Por sua vez, Stephenie Pashkowsky solicitou em outra petição, assinada por mais de 600 pessoas, que Trump seja deixado de fora do Salão dos Presidentes, atração que está fechada desde o último dia 17 de janeiro para passar por reformas.

"Donald Trump não representa os sonhos e ideais" da Walt Disney World e "não tem nada o que fazer em um parque que dá emprego a milhares de imigrantes, integrantes de minorias, mulheres e membros da comunidade LGTB (Lésbicas, Gays, Transexuais e Bissexuais)", ressaltou Pashkowsky.

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