Pedido de fechar "Al Jazeera" é "golpe à pluralidade", diz ONU

Genebra, 28 jun (EFE). - O pedido da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Egito e do Bahrein de fechar o canal de TV com base no Catar "Al Jazeera" como condição para normalizar as suas relações com o país é um "golpe à pluralidade midiática", disse nesta quarta-feira o relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o direito e a liberdade de expressão, David Kaye.

"Este pedido representa uma ameaça muito séria à liberdade de imprensa, se sob o pretexto de uma crise diplomática os Estados tomam medidas para forçar o fechamento da 'Al Jazeera'", disse Kaye, lembrando que na Península Arábica os meios de comunicação sofrem com graves restrições para informar de forma livre.

Esta medida faz parte de uma lista de 13 pontos que as quatro nações árabes delinearam como condição para levantar o bloqueio econômico que impuseram ao Catar, país com o qual romperam laços diplomáticos e comerciais pelo apoio dado ao Irã e ao terrorismo.

Conforme informações vazadas à imprensa, o Catar tem dez dias para cumprir com estas condições, que também incluem o fim das transmissões de canais filiados como "Arabi21", "The New Arab" e "The Middle East Eye".

"A comunidade internacional deve pedir aos governos da Arábia Saudita, do Egito, do Bahrein e dos Emirados Árabes Unidos que renunciem a esta medida, evitem censurar os jornalistas nos seus próprios países e apoiem os meios independentes no Oriente Médio", disse Kaye, enfatizando que o direito universal de acessar informação verídica "fica profundamente afetado quando a segurança e a liberdade dos meios se põe em questão".

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos