Israel cancela visitas familiares a presos do Hamas

Jerusalém, 29 jun (EFE).- O Serviço de Prisões de Israel cancelou nesta quinta-feira as permissões de visita aos familiares de prisioneiros do movimento islamita Hamas, asseguraram fontes oficiais da Faixa de Gaza.

"Não fazemos comentários sobre este assunto", declarou à Agência Efe uma porta-voz do Serviço de Prisões.

As autoridades islamitas de Gaza disseram que esta decisão é "uma declaração de guerra contra os réus" e advertiu que o Hamas não permitirá que aconteça "seja qual for o custo".

"Condenamos a decisão israelense que é uma verdadeira guerra contra os prisioneiros e as suas famílias. Rejeitamos esta medida porque é uma pressão sobre o Hamas para libertar os cativos israelenses e foi feita a pedido das suas famílias (dos soldados)", declarou o porta-voz do departamento de prisioneiros do Hamas, Abdul Rahman Shadid.

A medida tem como objetivo pressionar o movimento islamita, que controla o território desde 2007, para que devolva os corpos de dois soldados israelenses cativos em Gaza desde 2014, e afeta 1.200 réus que estão em prisões israelenses, segundo o meio digital "Ynet".

Israel assegura que tanto Oron Shaul como o soldado Hadar Goldin foram mortos na operação militar na Faixa de Gaza e o Hamas continua com seus corpos, mas o movimento islamita sempre negou ter dados sobre o paradeiro deles.

"Estamos pedindo ao Governo há dois anos e meio que pressione o Hamas para que mude a equação, para fazer-lhes entender que manter os soldados do Exército israelense é uma débito e não um ativo". Finalmente, alguma coisa está acontecendo, disse à "Ynet" Simcha Goldin, pai de Hadar.

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