Kate del Castillo denuncia o México perante a CIDH pelo caso de "El Chapo"

Washington, 29 jun (EFE).- Kate del Castillo, a atriz relacionada com o chefe do tráfico Joaquín "El Chapo" Guzmán, denunciou nesta quinta-feira o governo do México perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) por ter "pisoteado" seus direitos no caso relacionado com o criminoso.

Nas portas da instituição, em Washington, a atriz formalizou a queixa por supostos vazamentos do governo mexicano aos meios de comunicação sobre os seus encontros com "El Chapo" enquanto era um foragido da Justiça do país, o que, segundo alegou, lhe provocou perdas de contratos e menos ofertas de trabalho.

"Viemos aqui para alçar uma queixa porque pisotearam os meus direitos humanos e no México não se tem feito nada (...) Houve um linchamento à minha pessoa, sem dúvida, não sei quem especificamente, mas do governo provavelmente", disse a atriz.

Del Castillo explicou que os supostos vazamentos lhe afetaram "muitíssimo" e que está há um ano e meio sem poder trabalhar como gostaria, ao mesmo tempo em que lamentou que sua reputação pública foi prejudicada.

Por sua parte, o advogado da atriz, Federico Mery Sanson, junto com um segundo defensor e carregado com duas caixas cheias de documentos para demonstrar a relação entre o governo do México e os vazamentos, acusou o Executivo mexicano de "ter violado os direitos humanos" de Kate del Castillo.

"O governo mexicano legitimou um ato ilegal. Então, como não tivemos justiça no México, não viemos buscar justiça aqui (na CIDH), mas viemos restabelecer um critério em direitos humanos", frisou.

O nome da atriz ganhou maior destaque no dia 9 de janeiro do ano passado quando a revista "Rolling Stone" publicou o relato que o ator Sean Penn escreveu do encontro que teve com "El Chapo" em outubro de 2015 no noroeste do México.

Segundo Penn, o encontro foi propiciado pela atriz, a quem o narcotraficante tinha pedido que se encarregasse de fazer seu filme biográfico.

Desde então, a imprensa mexicana publicou uma série de mensagens de texto trocadas por telefone celular entre Del Castillo, "El Chapo" e Andrés Granados, um dos advogados do traficantes, que foram interceptadas pelos serviços de inteligência do país.

Segundo o governo, esses contatos contribuíram para descobrir o paradeiro de "El Chapo", capturado no último dia 8 de janeiro e detido na mesma prisão de segurança máxima da qual escapou em julho de 2015 através de um túnel de 1,5 quilômetro.

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