Santos afirma que Farc entregaram mais de 50 mil armas ao governo

Bogotá, 29 jun (EFE).- O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou nesta quinta-feira que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) entregaram mais de 50 mil armas, rebatendo as críticas da oposição de que os guerrilheiros estariam escondendo parte de seus armamentos.

O presidente explicou que, nos últimos anos, foram apreendidas 13.467 armas das Farc. Os desmobilizados entregaram quase 3.700 e antes de 2010 havia um registro de 25 mil.

"Isso se soma ao processo de paz e de entrega de 7.132, mais as 800 que estão sendo usadas na segurança das zonas de transição. Esse número dá mais de 50 mil armas contabilizadas", disse Santos em entrevista à "Blu Radio".

Sobre um comunicado do Ministério da Defesa divulgado em março do ano passado, que falava de um inventário de 14 mil armas, sendo apenas 7.132 delas entregues, Santos disse que foi um erro do órgão que depois foi corrigido.

"Isso são os argumentos que a oposição utiliza para tentar atacar os fatos. Em um dado momento, o Ministério da Defesa usou esse número, mas depois o corrigiu. Mas a oposição usa essas coisas por conveniência. Isso é o que está ocorrendo", criticou.

O presidente também falou sobre a participação política das Farc depois da desmobilização da guerrilha.

"Tomara que as Farc estejam participando da política, esboçando suas ideias e sua visão do país como corresponde a um partido político. É disso que se trata todo esse processo, que eles deixem as armas, que deixem a violência e que ele se expressem por todo o país com a palavra", comentou.

Santos, no entanto, disse que nunca concordou com a ideologia do grupo guerrilheiro colombiano.

"Sou anticomunista, não acredito no marxismo-leninismo, mas nesta circunstância farei o que esteja ao meu alcance para garantir que eles tenham direito de se expressar. É disso que trata a democracia, é disso que se trata a liberdade", destacou.

O presidente também falou sobre sua baixa popularidade entre os colombianos, apesar do sucesso do acordo de paz, e afirmou que estabelecer um diálogo com as Farc não era uma decisão que o favoreceria politicamente.

"As pessoas não entenderiam que, após ter sucesso na guerra, me sentasse com os antigos inimigos para fazer a paz. Sabia que isso teria um custo político muito alto", comentou.

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