Exército chinês mobiliza seu maior contingente em Hong Kong para visita de Xi

Hong Kong, 30 jun (EFE).- O exército da China mobilizou nesta sexta-feira seu maior número de tropas em Hong Kong por causa da visita do presidente do país e chefe das forças armadas, Xi Jinping, para celebrar o 20º aniversário da devolução do território à soberania chinesa após a ocupação do Reino Unido.

O líder chinês passou em revista às tropas durante um desfile ocorrido esta manhã, que contou com cerca de 3 mil soldados de 20 esquadrões, o maior número até então na cidade.

As forças militares também incluem mais de 60 veículos blindados, 12 helicópteros e unidades de mísseis antiaéreos, segundo a imprensa local de Hong Kong.

A visita de Xi ao batalhão do Exército de Libertação Popular em Hong Kong busca fortalecer a imagem do presidente no território, após o surgimento de novos movimentos pré-democracia e independentistas.

Enquanto o presidente cumpre uma agenda estritamente oficial, com encontros com integrantes do governo local e visitas a setores vinculados ao Executivo, os ativistas pró-democracia tentam realizar protestos contra sua visita sob o olhar atento das autoridades.

Xi chegou ontem, mas os principais ativistas estavam detidos após ocuparem um emblemático monumento da cidade onde haverá um ato com o presidente chinês no sábado.

Após mais de 24 horas sob custódia, a polícia decidiu libertar os ativistas hoje e é esperado que eles liderem manifestações para reivindicar a Xi maiores liberdades para a região, bem como a liberdade incondicional do dissidente e ganhador do prêmio Nobel, Liu Xiaobo.

O ativista foi transferido recentemente pelas autoridades da prisão para um hospital por causa de um câncer de fígado em estágio terminal e é mantido sob vigilância.

O líder chinês realiza sua primeira viagem oficial à Hong Kong para celebrar os 20 anos de devolução do território à soberania da China.

Em 1997, Pequim recuperou a soberania sobre Hong Kong e se comprometeu a respeitar um sistema com mais liberdades na cidade, diferente do que acontece no resto do país, com liberdade de imprensa e independência judicial, mas, nos últimos anos, as interferências do governo central aumentaram, o que gerou tensão. EFE

tg/rpr

(foto)

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